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Pedidos de subsídio de arrendamento subiram mais de 100%
Economia 2 min. 03.11.2022
Habitação

Pedidos de subsídio de arrendamento subiram mais de 100%

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Pedidos de subsídio de arrendamento subiram mais de 100%

Foto: Shutterstock
Economia 2 min. 03.11.2022
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Pedidos de subsídio de arrendamento subiram mais de 100%

Mélodie MOUZON
Mélodie MOUZON
Desde a entrada em vigor da reforma deste apoio, em agosto, e do alargamento dos critérios de acesso, mais inquilinos estão a recorrer a este apoio.

A reapreciação do subsídio de arrendamento parece ter dado os seus frutos. Desde que a reforma entrou em vigor em agosto, muitos mais inquilinos estão a candidatar-se a esta ajuda, de acordo com dados fornecidos numa resposta parlamentar pelo ministro da Habitação, Henri Kox (Déi Gréng). Os números falam por si: os pedidos aumentaram 111% em agosto e 160% em setembro, em comparação com a média mensal de 2021.


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Desde o início do ano, 7.303 famílias beneficiaram deste subsídio contra 8.127 para o total de 2021. Isto corresponde a 70.800 pagamentos mensais do Estado, num montante total de 13.061.511 euros.

Para todo o ano de 2022, terão sido pagos cerca de 90.000 subsídios de arrendamento, no valor aproximado de 18 milhões de euros. "Aplicando o montante médio de 280 euros a estes pagamentos, tal como aparece nos meses de agosto a outubro para os pagamentos efetivos, pode estimar-se que sem um aumento do número de beneficiários adicionais, o encargo orçamental para o ano 2023 será de cerca de 25 milhões de euros", afirma o ministro da Habitação.

Se a isto acrescentarmos "os beneficiários adicionais que possam ter sido mobilizados na sequência das várias campanhas de informação e sensibilização", o nível de despesas para 2023 "será próximo dos 28 a 30 milhões de euros", acrescenta. 


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Valor do subsídio aumentou em média 78%

Com a nova reforma, o subsídio aumentou em média 78%, de 157 euros para 280 euros mensais por agregado familiar. O ministro deu um exemplo do impacto da reforma nas famílias: "Uma família, com duas crianças, que ganhe 4.500 euros por mês e pague uma renda de 1.800 euros recebia uma ajuda de 187 euros por mês" antes da reforma. 

Este agregado familiar de quatro pessoas tinha, portanto, 2.887 euros para viver uma vez pago o alojamento. Desde agosto, recebem um subsídio de renda de 360 euros por mês, ou seja, 3.060 euros por mês para viverem. "Uma duplicação do subsídio que representa um aumento de 6% no rendimento disponível!"

A reavaliação deste apoio foi antecipada devido ao aumento geral dos preços das rendas e da energia. Os critérios de acesso a este apoio foram alargados, com as famílias monoparentais a serem particularmente tidas em consideração.

(Este artigo foi originalmente publicado no Virgule e adaptado para o Contacto por Maria Monteiro.)

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