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Pandemia vai provocar “forte subida do desemprego” no Luxemburgo
Economia 2 min. 24.03.2020 Do nosso arquivo online

Pandemia vai provocar “forte subida do desemprego” no Luxemburgo

Pandemia vai provocar “forte subida do desemprego” no Luxemburgo

Foto: Pierre Matgé
Economia 2 min. 24.03.2020 Do nosso arquivo online

Pandemia vai provocar “forte subida do desemprego” no Luxemburgo

Madalena QUEIRÓS
Madalena QUEIRÓS
Esta pandemia conduzirá a “sequelas mais duráveis, ligadas à degradação das finanças públicas, a destruição do tecido económico (falências) e um período prolongado de subida do desemprego”, alerta o STATEC.

“A crise pandémica vai provocar uma forte subida da taxa de desemprego, no Luxemburgo”, alerta o STATEC no relatório “Coronavírus: a ameaça torna-se realidade”, divulgado hoje. A percentagem de desempregados deverá ser semelhante aos valores registados na “grande recessão de 2008/09”, estima o organismo oficial de estatísticas luxemburguesas. Nesses anos a taxa de desemprego deu um salto de 4,2% (2008) e 5,4% (2009).

Mas “o regime de desemprego parcial” que está a ser adotado por algumas empresas poderá “amortecer” esta subida.

O clima económico já não era o mais otimista. Mas “a passagem à classificação de pandemia seguida da adoção de medidas de confinamento em diversos países europeus levou à paragem de certos sectores da atividade económica”, descreve-se no relatório. Mas “contrariamente à recessão de 2008/09 em que a crise começou nos mercados financeiros, tendo depois afetado a economia real, a crise atual começou na economia real (indústria, comércio, transportes e turismo)”. Mas “a reação dos mercados financeiros deverá ter um novo impacto na atividade não financeira”.

Apesar desta pandemia poder “estar limitada no tempo” ela conduzirá a “sequelas mais duráveis, ligadas à degradação das finanças públicas, a destruição do tecido económico (falências) e um período prolongado de subida do desemprego”.

Esta “forte progressão de contaminação na Europa e nos EUA”, conduz a “um cenário muito mais pessimista”, escreve o STATEC neste relatório. Uma realidade que obriga “o STATEC a rever em baixa as perspetivas económicas de curto prazo”. O contexto já “era difícil”, mas a pandemia “veio afetar em força o consumo interno, o consumo das famílias e o investimento”.

Também a proliferação de casos de contaminação no exterior da China provocou “o pânico” nas bolsas que caíram quase 30% desde 19 de fevereiro. Um cenário agravado pela queda do preço do petróleo em 9 de março. Foi “uma semana negra pontuada com uma comunicação do Banco Central Europeu que não convenceu os mercados, a decisão dos EUA de fechar as suas fronteiras aos europeus e medidas de confinamento em muitos países, o que vai afetar todos os setores de atividade por tempo indeterminado”. O que deverá ter um forte impacto na economia do Luxemburgo.   

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