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Países pedem harmonização de práticas e procedimentos nas viagens
Economia 16.09.2020

Países pedem harmonização de práticas e procedimentos nas viagens

Países pedem harmonização de práticas e procedimentos nas viagens

Foto: Kirsty O'connor/PA Wire/dpa
Economia 16.09.2020

Países pedem harmonização de práticas e procedimentos nas viagens

Lusa
Lusa
Na terça-feira, a maior associação representativa da aviação europeia condenou as "restrições fronteiriças caóticas" adotadas na União Europeia.

A necessidade de os países se coordenarem para harmonizarem práticas e procedimentos nas viagens é uma das prioridades sinalizadas na Declaração de Tbilisi, ratificada por unanimidade no 112.º Conselho Executivo da Organização Mundial do Turismo.

"A coordenação e a cooperação a nível internacional no sentido de haver uma maior harmonização das práticas e dos procedimentos que promovam viagens seguras é e foi uma das preocupações sinalizadas no decorrer dos trabalhos", disse a secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, à Lusa, precisando que esta preocupação das delegações presentes no evento "consta da Declaração de Tbilissi".

O 112.º Conselho Executivo da Organização Mundial do Turismo das Nações Unidas (UNWTO), que se começou hoje na capital da Geórgia, é a primeira reunião presencial realizada pela organização desde o surto da pandemia, e tem como objetivo enviar uma mensagem de confiança para recuperar o turismo, cujas perdas são oito vezes maiores do que as da crise de 2008.

Na terça-feira, a maior associação representativa da aviação europeia condenou as "restrições fronteiriças caóticas" adotadas na União Europeia (UE), que tiveram um "impacto devastador na liberdade de circulação" este verão, exigindo que os países façam desta uma "prioridade política".  


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Numa intervenção no encontro da UNWTO, o secretário-geral da organização, o georgiano Zurab Pololikashvili, recordou o impacto devastador da pandemia de covid-19 no setor, com os cenários a apontarem para quedas entre 58% e 78% nas chegadas turísticas internacionais em 2020, um nível que revela a incerteza que o mundo está a viver, e que depende da duração das restrições de viagem e de quando as fronteiras serão reabertas.

Como resultado, entre 850 milhões e 1,1 mil milhões de pessoas deixarão de fazer viagens internacionais, provocando perdas entre 910 mil milhões e 1,2 biliões de dólares em receitas de exportação do turismo. O setor não voltará aos níveis de crescimento pré-pandemia durante mais três a quatro anos.

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