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Orbán assegura que Hungria está disposta a pagar gás russo em rublos
Economia 06.04.2022
Energia

Orbán assegura que Hungria está disposta a pagar gás russo em rublos

Viktor Orbán, ao leme do governo húngaro há 12 anos, conseguiu a releeição no domingo
Energia

Orbán assegura que Hungria está disposta a pagar gás russo em rublos

Viktor Orbán, ao leme do governo húngaro há 12 anos, conseguiu a releeição no domingo
Foto: Attila KISBENEDEK / AFP
Economia 06.04.2022
Energia

Orbán assegura que Hungria está disposta a pagar gás russo em rublos

Lusa
Lusa
“Não vemos problema no pagamento em rublos. Se for aquilo que os russos pretendem, pagaremos em rublos”, declarou o primeiro-ministro, Viktor Orbán. É o primeiro país a quebrar as fileiras da unidade europeia sobre esta questão.

A Hungria indicou hoje estar disposta a pagar o gás russo em rublos se necessário, à revelia dos restantes países da União Europeia (UE), que recusaram este pedido de Moscovo.

“Não vemos problema no pagamento em rublos. Se for aquilo que os russos pretendem, pagaremos em rublos”, declarou o primeiro-ministro, Viktor Orbán, no decurso de uma conferência de imprensa em Budapeste.

 Moscovo ameaçou cortar o fornecimento de gás aos países “hostis”  

Putin ameaçou cortar o fornecimento de gás aos países “hostis” que recusem pagar em rublos, uma medida que afetará sobretudo a UE, muito dependente dessa matéria-prima.

A Hungria é o primeiro país a quebrar as fileiras da unidade europeia sobre esta questão, com todos os restantes países a recusarem qualquer pagamento em rublos a Moscovo, que desta forma procura apoiar a sua moeda.

Previamente, o ministro dos Negócios Estrangeiros húngaro, Peter Szijjarto, tinha considerado que a UE não tem qualquer função a desempenhar em relação ao abastecimento de gás ao seu país, já que este é “regido por um contrato bilateral”.

“Não nos parece necessário que a Comissão Europeia pretenda que exista uma resposta comum dos países importadores”, declarou.

O ministro precisou que vai ser adotada “uma solução técnica” para promover a conversão até à primeira obrigação de pagamento ao gigante do gás russo Gazprom, e quando a Hungria é muito dependente dos abastecimentos energéticos russos.

Embargo a carvão e petróleos russos não é consensual na UE

Na terça-feira, a Comissão Europeia propôs aos 27 Estados-membros o endurecimento das sanções contra Moscovo, através da interrupção das suas compras de carvão russo, que representam 45% das importações da UE, e o encerramento dos portos europeus aos navios russos.

No entanto, um eventual embargo ao petróleo russo (25% das compras europeias em petróleo) e ao gás russo (45% das importações de gás da UE) tem sido motivo de acesas discussões entre os Estados-membros.

Além de Budapeste, Berlim e Viena também já manifestaram as suas reticências.

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