Escolha as suas informações

OGBL recusou-se a assinar acordo para não passar "cheque em branco" ao Governo
Economia 2 min. 02.04.2022 Do nosso arquivo online
Tripartida

OGBL recusou-se a assinar acordo para não passar "cheque em branco" ao Governo

Tripartida

OGBL recusou-se a assinar acordo para não passar "cheque em branco" ao Governo

Foto: Anouk Antony
Economia 2 min. 02.04.2022 Do nosso arquivo online
Tripartida

OGBL recusou-se a assinar acordo para não passar "cheque em branco" ao Governo

Redação
Redação
Para a central sindical há "um risco real de perda permanente de um escalão de indexação, se a inflação se mantiver ao nível atual ou aumentar ainda mais".

Na quarta-feira, a OGBL rejeitou a proposta de acordo tripartido, mas este sábado o sindicato veio a público manifestar-se contra o que diz ser uma deturpação dos factos por parte do Governo e das organizações patronais em relação ao seu posicionamento.


A Presidente da OGBL, Nora Back, foi recompensada pela sua posição com uma ovação de pé dos membros do sindicato.
"A OGBL não 'assina' por baixo no desmantelamento social"
O sindicato explicou esta quinta-feira por que razão está contra o acordo entre governo e empregadores para apoiar empresas e famílias.

Num comunicado divulgado este sábado, a OGBL negou que tivesse rejeitado o acordo pelo facto de o Executivo e entidades patronais não estarem dispostos a conceder compensações para aqueles que ganham até 160.000 euros anuais, em caso de adiamento da segunda indexação dos salários, prevista para agosto de 2022.

"Em primeiro lugar, não é verdade que a OGBL se tenha recusado a concordar com a proposta do Governo com o argumento de que teria gostado que os trabalhadores que ganham até 160.000 euros por ano fossem 'compensados' pelo adiamento do escalão de indexação normalmente previsto para agosto de 2022", refere a OGBL no documento publicado no seu site oficial.

A central sindical justifica que recusou assinar o acordo porque, por um lado, "não podia dar um cheque em branco ao Governo para uma manipulação do índice [de indexação] até 2024, sabendo ainda mais que os preços são atualmente extremamente voláteis". Por outro lado, a OGBL diz também não aceitar que "a ajuda maciça às empresas, a maior das quais é absolutamente não direcionada e indiferenciada, nomeadamente o adiamento de vários escalões de indexação, deva ser financiada através - e portanto da redução - do poder de compra de quase todos os trabalhadores, pensionistas e suas famílias". "Isto é nada mais nada menos que uma vasta operação de redistribuição inversa, de baixo para cima", acusa a central.


Salários no Luxemburgo aumentam 2,5% a partir de 1 de abril
Esta é a única indexação prevista para 2022.

Sobre a compensação referida pelo Governo, pelo adiamento da fatia da indexação prevista para agosto de 2022, a OGBL acrescenta que para 40% da população não haverá qualquer compensação e que para cerca de 20% "a 'compensação' será anedótica em comparação com a perda de rendimento causada pelo adiamento da indexação salarial".

A indexação única dos salários este ano, entrou em vigor esta sexta-feira, 1 de abril, uma vez que o Governo tenciona adiar uma segunda possível indexação para 2023, face à escalada de preços da energia. 

O aumento consiste numa adaptação dos vencimentos ao custo de vida, a chamada indexação dos salários à inflação. No caso do mês de março a taxa de inflação foi de 6,1%, o que levou o Instituto Nacional de Estatísticas (Statec) a anunciar o desencadeamento automático deste mecanismo para manter o poder de compra dos consumidores.  

A OGBL considera que os signatários do acordo tripartido concordaram com um "período mínimo de 12 meses entre os dois escalões de indexação", e que, por isso, há "um risco real de perda permanente de um escalão de indexação, se a inflação se mantiver ao nível atual ou aumentar ainda mais".

Siga-nos no Facebook, Twitter e receba as nossas newsletters diárias.


Notícias relacionadas