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OGBL. "Explosão dos preços da energia não pode ser combatida com esmolas"
Economia 27.10.2021 Do nosso arquivo online
Crise energética

OGBL. "Explosão dos preços da energia não pode ser combatida com esmolas"

Crise energética

OGBL. "Explosão dos preços da energia não pode ser combatida com esmolas"

Luxemburger Wort, Foto Anouk Ant
Economia 27.10.2021 Do nosso arquivo online
Crise energética

OGBL. "Explosão dos preços da energia não pode ser combatida com esmolas"

Henrique DE BURGO
Henrique DE BURGO
A central sindical OGBL junta-se ao coro de críticas ao Governo sobre o aumento dos preços da energia. Um aumento que está a ter impacto sobretudo nas famílias de baixo e médio rendimento, já afetadas pelo aumento do preço da habitação e pelas perdas ligadas à pandemia.

Segundo os recentes dados do Eurostat, o Luxemburgo foi o Estado-membro com maior aumento dos preços de combustível, entre setembro de 2020 e igual período deste ano, com mais 30,7%. Soma-se a isto o aumento do preço do gás em 31% desde janeiro de 2021.


Luxemburgo foi o país da UE com a maior subida anual dos combustíveis
Preço de combustíveis para uso privado atingiu pico de 22,9%, em setembro, na União Europeia.

Apesar de o Governo ter anunciado já um aumento do subsídio de custo de vida de 200 euros para 2022, os responsáveis do sindicato defendem, em comunicado, que esse aumento não é suficiente para compensar as perdas associadas ao aumento dos preços.

Como solução, a OGBL pede ao Governo para repetir a duplicação do subsídio de custo de vida no próximo ano, como fez em 2020, no âmbito da pandemia, para equilibrar o poder de compra.


Governo defende avaliação do sistema de armazenamento de gás e da estratégia de compra
O ministro Claude Turmes participou ontem na reunião dos ministros da Energia da UE e apelou a uma avaliação, a médio e longo prazo, do funcionamento do sistema de armazenamento e da estratégia de compra do gás, rejeitando uma reforma do mercado europeu.

Os responsáveis sindicais propõem ainda o adiamento do aumento do imposto sobre emissões de carbono, até a economia voltar a estabilizar, e uma intervenção pública para limitar a evolução dos preços da energia.

A OGBL critica ainda o Governo luxemburguês de estar a aliar-se aos países nórdicos e de língua alemã, que estão a bloquear a reforma do mercado europeu do gás e da eletricidade.  

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