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OGBL. "Adiar o 'index' foi dar uma prenda de 720 milhões às empresas"
Economia 27.07.2022
Sindicato

OGBL. "Adiar o 'index' foi dar uma prenda de 720 milhões às empresas"

O sindicato alega que os trabalhadores, os reformados e as suas famílias perdem outros tantos milhões em poder de compra.
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OGBL. "Adiar o 'index' foi dar uma prenda de 720 milhões às empresas"

O sindicato alega que os trabalhadores, os reformados e as suas famílias perdem outros tantos milhões em poder de compra.
Foto: Gerry Huberty
Economia 27.07.2022
Sindicato

OGBL. "Adiar o 'index' foi dar uma prenda de 720 milhões às empresas"

Diana ALVES
Diana ALVES
O adiamento da parcela de julho da indexação salarial traduz-se numa poupança de 70 milhões por mês para as empresas. Por dia, poupam 2,2 milhões.

O tempo passa, mas a OGBL não esquece. Num comunicado, no qual, apesar de tudo, saúda o facto de o Governo ter voltado atrás em algumas decisões, a central sindical frisa que a manipulação do ‘index’ foi o mesmo que dar uma prenda de 720 milhões de euros às empresas.

Segundo as contas do sindicato, o adiamento da parcela de julho da indexação salarial traduz-se numa poupança de 70 milhões por mês para as empresas. Por dia, poupam 2,2 milhões.

A OGBL sublinha que, por outro lado, os trabalhadores, os reformados e as suas famílias perdem outros tantos milhões em poder de compra. Cerca de quatro meses após o acordo tripartido que adiou a próxima parcela do ‘index’ para abril de 2023, a OGBL – o único sindicato que não assinou o documento – continua a encará-lo como um fracasso. A central sindical mantém-se contra a manipulação do ‘index’ mas, apesar de tudo, considera que a sua oposição à decisão do Executivo está a dar frutos.

  “Uma pequena melhoria de uma péssima lei”  

Depois de inúmeras ações de sensibilização, protestos, comunicados e reuniões com partidos e outras organizações, a OGBL frisa o facto de o Governo ter voltado atrás e decidido adiar apenas uma tranche da indexação, e não todas as que eventualmente ocorrerem até abril de 2023, como inicialmente previsto.

Porém, o sindicato entende que isto foi apenas “uma pequena melhoria de uma péssima lei” que, aos seus olhos, continua a ser “um ataque frontal ao poder de compra das pessoas”, sobretudo numa altura marcada pelo aumento dos preços, das desigualdades e das dificuldades das famílias. 

Prova disso, alega, é ver cidadãos das classes médias forçados a recorrer às mercearias sociais. No comunicado divulgado no seu site, a OGBL alerta que a manipulação do ‘index’ é uma realidade e está a acontecer. O sindicato garante que não vai descansar enquanto o mecanismo não for totalmente restabelecido.

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