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OCDE quer que Luxemburgo passe a taxar entrada de carros na capital
Economia 2 min. 22.11.2019

OCDE quer que Luxemburgo passe a taxar entrada de carros na capital

OCDE quer que Luxemburgo passe a taxar entrada de carros na capital

Economia 2 min. 22.11.2019

OCDE quer que Luxemburgo passe a taxar entrada de carros na capital

Paula CRAVINA DE SOUSA
Paula CRAVINA DE SOUSA
Além de cobrar pela entrada de veículos na capital, a OCDE indica que o país deveria subir os impostos sobre os combustíveis, sobre os automóveis e aumentar o investimento em infraestruturas para veículos elétricos.

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) sugere ao Luxemburgo taxar a entrada de veículos na cidade do Luxemburgo e aumentar mais os impostos sobre os combustíveis.

As recomendações surgem no relatório publicado pelo organismo liderado por Angel Gurría sobre as perspetivas económicas mundiais. No capítulo dedicado ao Grão-Ducado, a OCDE defende que são precisas políticas capazes de promover o ‘crescimento verde’, havendo medidas orçamentais que o podem melhorar e sugere várias soluções. Assim, e além de cobrar pela entrada de veículos na capital, a OCDE indica que o país deveria subir os impostos sobre os combustíveis, sobre os automóveis e aumentar o investimento em infraestruturas para veículos elétricos.

Aquele organismo internacional olha ainda para o mercado laboral, afirmando que a produtividade do país tem crescido a um ritmo moderado nos últimos anos. Entre as principais causas deste abrandamento estão a escassez de trabalhadores com as competências necessárias para os postos de trabalho vagos, limites regulatórios em determinados setores profissionais e falta de inovação, mesmo nas principais empresas produtivas.

Por sua vez, a habitação volta a ser alvo da atenção da OCDE, que nota que os preços têm subido significativamente, devido ao aumento da população, e da pressão dos trabalhadores transfronteiriços e a uma utilização limitada dos terrenos disponíveis para construção. Como consequência, o acesso a uma habitação tem vindo a deteriorar-se, sobretudo para as famílias com rendimentos mais baixos. Aconselha-se assim, a adoção de um conjunto de medidas para pôr fim às restrições do lado da oferta de casas, e mais apoios para tornar o mercado habitacional mais inclusivo.

No relatório, a OCDE afirma que o crescimento económico vai abrandar, mas vai manter-se robusto, “confortavelmente” acima dos 2% em 2020 e 2021. O crescimento do investimento e as exportações deverão cair, com o consumo privado a ser o principal motor da economia. No entanto, as perspetivas da economia luxemburguesa inclinam-se para o lado negativo, devido a um crescimento mundial e da zona euro mais fraco do que o previsto e às incertezas relacionadas com o Brexit. Isto apesar de, no médio-prazo, o Luxemburgo estar a beneficiar com a deslocalização de alguns serviços financeiros de Londres para o país.


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