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OCDE: Portugal gasta 14% do seu PIB com reformas, o Luxemburgo cerca de 30%

OCDE: Portugal gasta 14% do seu PIB com reformas, o Luxemburgo cerca de 30%

REUTERS
Economia 2 min. 05.12.2015

OCDE: Portugal gasta 14% do seu PIB com reformas, o Luxemburgo cerca de 30%

A OCDE diz que os gastos com as pensões em Portugal mais do que duplicaram nos últimos 20 anos e continuem a aumentar, atingindo os 14,6% do PIB em 2020. O Luxemburgo, por seu lado, gasta cerca de 30% do seu PIB para pagar reformas e pensões.

A OCDE diz que os gastos com as pensões em Portugal mais do que duplicaram nos últimos 20 anos e continuem a aumentar, atingindo os 14,6% do PIB em 2020. O Luxemburgo, por seu lado, gasta cerca de 30% do seu PIB para pagar reformas e pensões.

Apesar desta discrepância entre os dois países, de acordo com o relatório 'Panorama das Pensões 2015' da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico, tanto o Luxemburgo como Portugal estão acima da média europeia, que se situa nos 9%.

A despesa de Portugal com pensões, entre 1990 e 2011, passou de 4,9% do Produto Interno Bruto (PIB) – abaixo da média da OCDE de 6,2% - para os 13% do PIB, bem acima da média de 7,9% da OCDE.

As projecções da OCDE apontam para que, em Portugal, o peso das pensões no PIB deverá continuar a subir e atingir o pico de 15% do PIB em 2030, permanecendo acima dos 13% até 2060, com o país a continuar a gastar mais com as pensões, face à média dos países da organização.

Para a média dos países da OCDE, o relatório estima que os gastos com pensões passem dos actuais 9% do PIB para 10,1% do PIB em 2050 e 11,3% em 2060.

Numa análise aos países que incluem esquemas de pensões mínimas (para pensionistas que não cumprem os critérios necessários para receberem uma pensão de reforma normal), de acordo com o relatório anual da organização, em Portugal estas são recebidas por 60% da população com mais de 65 anos, o valor mais elevado dos países analisados.

O valor português compara com os 47% da Finlândia, 37% de França ou os cerca de 30% de Itália, Luxemburgo ou Espanha.

No relatório, no qual a OCDE sinaliza ainda que é necessário que os países ponham o foco na sustentabilidade social dos seus sistemas de pensões, a organização refere que em 2015 a idade média da reforma vai continuar a subir.

De acordo com os dados da organização, em 2014, a idade média para entrada na reforma situou-se nos 64 anos, no caso dos homens, e nos 63,1 anos no caso das mulheres. No futuro, assumindo a entrada no mundo laboral aos 20 anos em 2014, a idade média irá subir para os 65,5 anos no caso dos homens e para os 65,4 anos nas mulheres.

Em Portugal, a idade de reforma está actualmente nos 66 anos. No Luxemburgo, a idade legal de ida para a reforma é aos 65 anos.


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