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OCDE defende fim da indexação automática de salários no Luxemburgo
Economia 2 min. 17.11.2022
Relatório

OCDE defende fim da indexação automática de salários no Luxemburgo

Relatório

OCDE defende fim da indexação automática de salários no Luxemburgo

Economia 2 min. 17.11.2022
Relatório

OCDE defende fim da indexação automática de salários no Luxemburgo

Madalena QUEIRÓS
Madalena QUEIRÓS
Aumentar a idade da reforma é outra das recomendações do relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), sobre o Luxemburgo, a que o Contacto teve acesso.

O objetivo é travar a pressão inflacionista, argumentam os peritos da OCDE. No relatório, que acaba de ser divulgado, defendem a reforma do sistema da indexação automática de salários no Luxemburgo, propondo que se negoceiem com os parceiros sociais aumentos que “tenham em conta os seus efeitos na produtividade, emprego e investimento”, pode ler-se no documento.

Os autores consideram que o atual sistema de aumento automático dos salários provoca o “risco de crescimento das tensões inflacionistas, beneficiando as classes mais favorecidas”. Para além da revisão do sistema, propõem “a criação de ajudas para os agregados familiares mais vulneráveis”.


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O Luxemburgo é um dos poucos países com um sistema de indexação salarial.

Medidas justificadas tendo em conta o cenário da pressão inflacionista e crise energética provocados pela guerra na Ucrânia.

Aumentar a idade da reforma e acabar com as pré-reformas

Outra das medidas propostas pelo OCDE para “reforçar a resiliência face aos riscos” é o aumento da idade da reforma, tendo em conta o aumento da esperança média de vida.  O relatório propõe, ainda, “suprimir progressivamente os incentivos à pré-reforma”. A organização defende, também, a introdução de “modalidades de organização do trabalho mais adaptados aos trabalhadores seniores”. 

Estas recomendações têm o intuito de promover a sustentabilidade do sistema de segurança social. Segundo a OCDE, a despesa com pensões de reforma deverá representar 18% do Produto Interno Bruto (PIB), em 2070, o dobro da percentagem (9%) de riqueza nacional destinada a financiar o sistema em 2022.

Reformar o sistema educativo

Para “melhorar a situação do mercado de trabalho e da produtividade” propõe-se uma longa lista de medidas, como a necessidade de aumentar o nível de competências dos trabalhadores, principalmente os mais velhos que estão entre os menos qualificados. Assim, propõe-se “financiar dispositivos de formação no emprego destinados a trabalhadores com mais e 45 anos”. 


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Para combater a elevada taxa de abandono escolar, que conduz os jovens ao desemprego, sugere-se “alargar as formações para ajudar os jovens que desistiram da escola a entrar na vida ativa, reformando o sistema educativo”. Como o Luxemburgo é um dos países da OCDE que menos investe em atividades de Investigação e Desenvolvimento (I&D), recomenda-se aumentar a despesa pública em I&D, incentivando também as empresas privadas a investir neste setor.

Outra das propostas aponta para a necessidade de reduzir as despesas administrativas necessárias à criação de novas empresas, simplificando os processos necessários à sua criação.

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