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Novo Banco reduz 608 trabalhadores em 2017
Economia 2 min. 28.03.2018 Do nosso arquivo online

Novo Banco reduz 608 trabalhadores em 2017

O presidente do Conselho de Administração Executivo do Novo Banco, António Ramalho (C), durante a apresentação de resultados de 2017 do Grupo Novo Banco, em Lisboa, 28 de março de 2018. JOÃO RELVAS/LUSA

Novo Banco reduz 608 trabalhadores em 2017

O presidente do Conselho de Administração Executivo do Novo Banco, António Ramalho (C), durante a apresentação de resultados de 2017 do Grupo Novo Banco, em Lisboa, 28 de março de 2018. JOÃO RELVAS/LUSA
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Economia 2 min. 28.03.2018 Do nosso arquivo online

Novo Banco reduz 608 trabalhadores em 2017

O Novo Banco reduziu o número de trabalhadores em 608 no ano passado, segundo as contas de 2017 hoje divulgadas.

No final de 2017, o banco tinha 5.488 trabalhadores, menos 608 do que os 6.096 do final de 2016.

Apenas em Portugal, o banco tinha no final do ano passado 5.156 trabalhadores, menos 531 face a 2016 (5.687).

Já na atividade internacional o banco tinha 332 funcionários em dezembro passado, menos 77 do que os 409 de 2016.

Novo Banco com prejuízos recorde de 1.395 ME em 2017

O Novo Banco teve prejuízos de 1.395,4 milhões de euros em 2017, acima dos 788,3 milhões de euros, devido à constituição de "elevados montantes" de provisões, segundo comunicou a instituição ao mercado. Quanto ao resultado operacional, esse foi positivo em 341,7 milhões de euros em 2017, abaixo dos 386,6 milhões de euros de 2016.

O presidente do Conselho de Administração Executivo do Novo Banco, António Ramalho (2E), intervém durante a apresentação de resultados de 2017 do Grupo Novo Banco, em Lisboa, 28 de março de 2018. JOÃO RELVAS/LUSA
O presidente do Conselho de Administração Executivo do Novo Banco, António Ramalho (2E), intervém durante a apresentação de resultados de 2017 do Grupo Novo Banco, em Lisboa, 28 de março de 2018. JOÃO RELVAS/LUSA
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No comunicado à CMVM, o Novo Banco diz que "os prejuízos apresentados decorreram, fundamentalmente, do reconhecimento de montantes elevados de imparidades, de acordo com as exigências das autoridades europeias por forma a que as instituições bancárias tenham condições de recuperar rentabilidade de uma forma mais rápida e consistente".

O Novo Banco constituiu, o ano passado, 2.057 milhões de euros em imparidades (provisões para potenciais perdas), quer para crédito quer para negócios a serem alienados ou descontinuados.

O banco refere ainda que recorreu em 791,7 milhões de euros ao mecanismo de capital contingente, acordado aquando da venda ao Lone Star, pelo qual o Fundo de Resolução bancário (sob gestão do Banco de Portugal) ficou de capitalizar o Novo Banco em caso de necessidades de capital em determinadas circunstâncias.

O presidente do Conselho de Administração Executivo do Novo Banco, António Ramalho, intervém durante a apresentação de resultados de 2017 do Grupo Novo Banco, em Lisboa, 28 de março de 2018. JOÃO RELVAS/LUSA
O presidente do Conselho de Administração Executivo do Novo Banco, António Ramalho, intervém durante a apresentação de resultados de 2017 do Grupo Novo Banco, em Lisboa, 28 de março de 2018. JOÃO RELVAS/LUSA
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"Em 31 de dezembro de 2017 o mecanismo acima referido foi ativado conduzindo ao registo de uma compensação de 791,7 milhões de euros, por forma a que o Banco se mantenha uma instituição financeiramente sólida e bem capitalizada, com rácios de capital e níveis de rentabilidade potenciadores da sua atividade", lê-se na informação ao mercado.

Desde outubro, o Novo Banco (criado em agosto de 2014 para ficar com os ativos considerados menos problemáticos do ex-BES) pertence em 75% ao fundo norte-americano Lone Star, mantendo o Fundo de Resolução bancário os restantes 25%.

O Novo Banco fechou 2017 com rácio de capital CET de 12,8% com as regras do período de transição.

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