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No Luxemburgo: Baixa nos preços afasta aumento salarial
Economia 2 min. 08.01.2015 Do nosso arquivo online

No Luxemburgo: Baixa nos preços afasta aumento salarial

No Luxemburgo: Baixa nos preços afasta aumento salarial

AFP
Economia 2 min. 08.01.2015 Do nosso arquivo online

No Luxemburgo: Baixa nos preços afasta aumento salarial

Pela primeira vez desde Julho de 2009, a taxa de inflação no Luxemburgo foi negativa no mês de Dezembro. Os dados foram hoje publicados pelo STATEC,  e a confirmar-se a tendência o aumento dos salários, através da indexação automática, não deverá ocorrer este ano.

A taxa de inflação caiu em Dezembro para um valor negativo, pela primeira vez em mais de cinco anos, segundo os dados publicados hoje pelo STATEC. A evolução dos preços foi negativa em 0,6%.

Os números do STATEC deixam claro que a queda dos preços do petróleo é a grande responsável por esta descida da inflação. O preço do barril do crude está a ser negociado abaixo dos 50 dólares, em Nova Iorque, com repercussões no preço dos combustíveis.

Mas não são só os produtos petrolíferos que registam uma baixa significativa de preços. A fruta e os legumes, a carne de porco e de aves e ainda o iogurtes baixaram mais de 1% num ano.

Com a queda dos preços a próxima indexação automática dos salários prevista para Outubro deste ano pode ser adiada. O último aumento dos salários ocorreu em Outubro de 2013.

BCE teme deflação em toda a zona Euro

A queda dos preços no Luxemburgo está em sintonia com o resto da Europa. De acordo com a estimativa rápida publicada ontem pelo Eurostat, a taxa de inflação homóloga (variação dos preços face ao mesmo mês do ano anterior) caiu de 0,3% em Novembro para -0,2% em Dezembro. Se esta queda dos preços se prolongar, a zona euro pode entrar num período de deflação.

A baixa inflação da zona euro tem dominado as preocupações quanto à evolução da economia e pode vir a determinar uma acção em maior escala do Banco Central Europeu que tem como objetivo de médio prazo uma taxa de inflação próxima, mas abaixo de 2%.

Embora uma descida de preços possa ser positiva no imediato para os consumidores que mantêm os seus rendimentos e que passam a poder comprar mais produtos, uma deflação permanente pode ser bastante perigosa para a evolução da economia.


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