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Negociações de plano social falham no Grupo Saint-Paul
Economia 06.10.2020 Do nosso arquivo online

Negociações de plano social falham no Grupo Saint-Paul

Negociações de plano social falham no Grupo Saint-Paul

Foto: Arquivo Luxemburger Wort
Economia 06.10.2020 Do nosso arquivo online

Negociações de plano social falham no Grupo Saint-Paul

Catarina OSÓRIO
Catarina OSÓRIO
Sindicatos e administração da empresa não chegaram a acordo. Segue-se um período de mediação do Ministério do Trabalho.

As negociações entre o Grupo Saint-Paul e os trabalhadores representados pela LCGB falharam, anunciou esta terça-feira a central sindical em comunicado às redações. No início de setembro o grupo de media - à qual pertence o Contacto e Rádio Latina - anunciou um plano social com vista à supressão de 80 postos de trabalho. Desde então, os sindicatos e a administração têm estado reunidos com vista a um acordo, que sabe-se agora que não foi aceite por ambas as partes. 

Nas negociações do plano social os despedimentos previstos passaram, no entanto, de 80 para 74, segundo confirmou também a direção da empresa esta terça de manhã. No comunicado de hoje a LCGB considera que a administração do grupo teve uma "atitude de desrespeito e desprezo" para com os trabalhadores. 

Por seu lado, a direção da Saint-Paul considera que as exigências do sindicato são "completamente irrealistas, impossíveis de financiar ao ponto de pôr em risco a empresa". Perante esta situação a empresa e a estrutura sindical partem agora para um período de mediação com representantes do Ministério do Trabalho. O período de mediação tem a duração máxima prevista de 15 dias mas pode ser interrompido se ambas as partes chegarem a um acordo. 

Uma delegação sindical da LCGB já se encontrou na segunda-feira com o ministro da tutela, Dan Kersch, para analisar e discutir todas as medidas possíveis para assegurar todos os postos de trabalho. Segundo o sindicato,  Dan Kersch propôs a prorrogação do prazo de negociações para encontrar uma solução para o impasse negocial, algo visto como "positivo". 

A LCGB afirma ainda que o ministro é favorável à manutenção dos postos de trabalho, algo que a empresa reitera ser impossível. Entretanto está previsto um piquete de protesto a 8 de outubro em frente às instalações da empresa, em Gasperich. 

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