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Sven Clement quer respostas do Governo sobre negócio luxemburguês em colapso
Economia 2 min. 13.07.2021
Negócios

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Sven Clement quer respostas do Governo sobre negócio luxemburguês em colapso

Foto: Chris Karaba
Economia 2 min. 13.07.2021
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Sven Clement quer respostas do Governo sobre negócio luxemburguês em colapso

A CYBERservices Europe foi à falência em novembro de 2020 e deixou milhões de euros em dívida a várias empresas.

As empresas com milhões de euros em dívida por parte de um negócio luxemburguês extinto receberão apoio de um legislador esta semana, uma vez que Sven Clement, do Partido Pirata, está prestes a aumentar a pressão sobre o Governo para recuperar os fundos em falta, noticiou o Luxembourg Times. 

Um grupo de sete empresas chamou a atenção do público, na passada quinta-feira, 8 de julho, para o facto de não terem tido acesso aos fundos detidos por conta da CYBERservices Europe, sediada no Luxemburgo, durante anos. 

Coletivamente as empresas estão com um total de pouco mais de 250 mil euros em falta, mas o grupo estima que até três mil empresas tenham sido afetadas a nível mundial, havendo milhões de euros em dinheiro em falta. 

Agora, segundo o que o membro do Partido Pirata, Sven Clement, adiantou ao Luxemburg Times, o político terá escrito ao ministro das Finanças, Pierre Gramegna, a questionar se o governo sabe onde está o dinheiro, se o dinheiro foi assegurado, e quão rapidamente pode ser devolvido às empresas. "É bastante difícil compreender toda esta questão", disse ao mesmo jornal. 


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O regulador financeiro luxemburguês, CSSF, suspendeu a licença da CYBERservices Europe - a empresa por detrás das empresas de pagamento Paymill e Klik & Pay - em julho de 2019, "porque não tinha conseguido separar o dinheiro dos clientes do seu próprio dinheiro e um ano mais tarde um tribunal luxemburguês pôs a empresa em bancarrota", escreveu o jornal. 

Quando a CYBERservices Europe foi à falência em novembro de 2020, a Klik & Pay disse às empresas clientes que os seus fundos estavam depositados em contas no banco BCEE do Luxemburgo, onde tinham estado durante os últimos 17 meses. 

No entanto, as empresas participantes na conferência de imprensa disseram não ter tido qualquer confirmação sobre onde está o dinheiro ou se o vão recuperar. 

Clement disse estar à espera que o governo responda que não há nada que possa fazer, uma vez que a CYBERservices era uma empresa privada, mas que, no entanto, continuaria a exercer pressão para que o Governo se debruçasse sobre a matéria, e convidaria os ministros para uma audição de uma comissão para os interrogar sobre o assunto. 

Segundo o Luxembourg Times, o Ministério Público luxemburguês disse ter iniciado uma investigação criminal sobre a forma como a CYBERservices Europe tinha tratado o dinheiro, mas que era demasiado cedo para dizer quando é que a  terminaria. Segundo o gabinete, a empresa seria considerada inocente enquanto a investigação estivesse pendente.

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