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"Não estive envolvido em acordos particulares entre empresas e o Governo luxemburguês"
Economia 31.05.2017 Do nosso arquivo online
Juncker no Parlamento Europeu

"Não estive envolvido em acordos particulares entre empresas e o Governo luxemburguês"

Jean-Claude Juncker durante a audição no Parlamento Europeu
Juncker no Parlamento Europeu

"Não estive envolvido em acordos particulares entre empresas e o Governo luxemburguês"

Jean-Claude Juncker durante a audição no Parlamento Europeu
Foto: AFP
Economia 31.05.2017 Do nosso arquivo online
Juncker no Parlamento Europeu

"Não estive envolvido em acordos particulares entre empresas e o Governo luxemburguês"

Jean-Claude Juncker defendeu ontem no Parlamento Europeu as suas práticas fiscais, enquanto esteve no Governo luxemburguês. O agora presidente da Comissão Europeia disse que não esteve envolvido em acordos especiais com empresas.

Jean-Claude Juncker defendeu ontem no Parlamento Europeu as suas práticas fiscais, enquanto esteve no Governo luxemburguês. O agora presidente da Comissão Europeia disse que não esteve envolvido em acordos especiais com empresas.

O ex-primeiro-ministro do Grão-Ducado (de 1995 a 2013) foi acusado por alguns deputados de ter bloqueado durante anos as iniciativas comunitárias de luta contra a evasão fiscal, de ter facilitado a criação de empresas fantasmas e de ter dado tratamento especial a multinacionais.

Em resposta, Juncker assegurou que nunca discutiu medidas fiscais com empresas e que não esteve envolvido em "acordos particulares" entre empresas e o Governo luxemburguês.

A Comissão que investiga os papéis do Panamá e a evasão fiscal lembrou ainda o caso LuxLeaks e que o Grão-Ducado é a segunda principal sede mundial de fundos de investimento e um dos maiores setores bancário da zona do euro.

De acordo com um relatório apresentado na segunda-feira pelo grupo parlamentar dos Verdes, o Luxemburgo permitiu entre 2005 e 2016 a evasão de 354 milhões de euros em impostos, que deveriam ser tributados em dez países europeus da UE.

Sobre esta questão, Juncker disse que o "mundo era muito diferente na altura", lembrando as exceções concedidas por Bruxelas para manter o sigilo bancário. Em vez do passado, o governante europeu pediu para ser julgado pelo trabalho que faz agora à frente da Comissão Europeia.

"Gostaria que a minha credibilidade não fosse medida pelo que eu ou outros líderes fizeram em nome do país ou do seu governo. Gostaria que a credibilidade desta Comissão Europeia fosse medida pelo que fazemos hoje. Saliento que nunca houve uma Comissão Europeia que apresentasse tantas iniciativas em matéria de luta contra a elisão e evasão fiscal como nós fizemos: 12, no total".

A eurodeputada portuguesa Ana Gomes (Partido Socialista) deixou o desafio a Jean-Claude Juncker de mostrar trabalho, junto com o seu comissário para os assuntos fiscais, Pierre Moscovici, no combate à evasão fiscal.

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