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Munique é a cidade com o maior risco de enfrentar uma bolha imobiliária
Economia 30.09.2019

Munique é a cidade com o maior risco de enfrentar uma bolha imobiliária

Munique é a cidade com o maior risco de enfrentar uma bolha imobiliária

Economia 30.09.2019

Munique é a cidade com o maior risco de enfrentar uma bolha imobiliária

O estudo do UBS não inclui dados para o Luxemburgo, mas vários organismos já detetaram sinais de sobreavaliação das casas no país.

Munique é a cidade com o maior risco de enfrentar uma bolha imobiliária. O ranking é do banco suíço UBS e não tem dados para o Luxemburgo e também não inclui cidades portuguesas.

O estudo analisa 24 cidades e identifica riscos de bolha imobiliária em metade.

Além de Munique, os preços das casas estão sobreavaliados em Toronto, Hong Kong e Amesterdão. As casas com um preço justo estão em Singapura, Boston e Milão e em Chicago estão subavaliadas.

"A nível global, a incerteza económica está a superar o efeito da queda nas taxas de juro sobre a procura de casas. No entanto, em algumas regiões da zona do euro, as baixas taxas ainda ajudaram a empolar as avaliações imobiliárias para o território de risco de bolha", afirmou o chief Investment officer do UBS Global Wealth Management, Mark Haefele.

Sinais de sobreavaliação no Luxemburgo detetados por vário organismos

O estudo não abrange o Luxemburgo, mas vários organismos já identificaram sinais de sobreavaliação imobiliária no país. A Comissão Europeia, por exemplo, adverte que os preços das casas no Luxemburgo estão sobreavaliados em 30% e os preços continuam a subir. Há mais organismos que apontam para esta tendência. O Banco Central do Luxemburgo (BCL) indicam uma sobreavaliação na ordem dos 7% e o Comité Europeu do Risco Sistémico aponta para um intervalo entre os 4% e os 52%.

Na semana passada, o instituto de estatística luxemburguês (Statec) notava que os créditos imobiliários tornaram-se ainda mais atrativos devido às taxas de juro baixas, fenómeno que é “preocupante”. Em julho de 2019, o crédito para comprar casa aumentou 8,5% face ao mesmo período do ano passado. Esta progressão coloca, segundo o Statec, questões do ponto de vista de sustentabilidade e de impacto sobre o endividamento das famílias e sobre os preços das casas. Nota-se ainda que os preços imobiliários crescem a um ritmo de 5% ao ano e o endividamento representava 171% do rendimento disponível das famílias, em 2017.

P.C.S.


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