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Moscovo prevê redução de mais de 9% da produção de petróleo em 2022 e em 2023
Economia 3 min. 20.06.2022
Combustíveis

Moscovo prevê redução de mais de 9% da produção de petróleo em 2022 e em 2023

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Moscovo prevê redução de mais de 9% da produção de petróleo em 2022 e em 2023

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Moscovo prevê redução de mais de 9% da produção de petróleo em 2022 e em 2023

Lusa
Lusa
O ministério das Finanças russo prevê que à medida que a Europa substituir o petróleo russo e redirecionar os seus abastecimentos, o custo do Urals diminuirá, projetando que em 2023 este atinja 71,4 por barril.

Moscovo prevê reduções da produção de petróleo bruto de 9,3% este ano e de 9,8% em 2023 devido ao embargo parcial decretado por Bruxelas ao petróleo e produtos petrolíferos russos, foi hoje anunciado.

Segundo novas orientações orçamentais do Governo russo, a Rússia irá produzir menos 9,3% este ano (para 475,3 milhões de toneladas) e menos 9,8% no próximo ano (para 472,8 milhões de toneladas).


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O preço do petróleo do mar do Norte, de referência na Europa, para entrega em agosto ficou em 119,51 dólares (115 euros).

No projeto de política orçamental, fiscal e tarifária para 2023 e os períodos de 2024 e 2025, relatado pela agência noticiosa oficial TASS, a redução na produção de petróleo bruto é também afetada por descontos nas vendas dos principais produtos de exportação da Rússia, de acordo com o ministério das Finanças russo.

Em 2021, a produção russa de petróleo atingiu 524 milhões de toneladas e, desde a primavera de 2021, a Rússia tem vindo a aumentar gradualmente a produção devido aos acordos da aliança OPEP+ (Organização dos Países Produtores de Petróleo [OPEP] e 10 aliados, incluído a Rússia).

Mas desde março passado a Rússia tem enfrentado sanções internacionais sem precedentes devido à sua campanha militar na Ucrânia, que afetam a cadeia logística, as finanças, os seguros dos navios e os próprios navios, que não podem atracar nos portos da União Europeia (UE).

Além disso, a UE decidiu na cimeira de líderes no início deste mês proibir a compra, importação ou transferência de petróleo e certos produtos petrolíferos da Rússia por via marítima para o bloco comunitário.


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Para além do crude, a Europa terá de encontrar fontes alternativas de gasóleo, que ainda não produz em quantidades suficientes.

A eliminação progressiva do petróleo bruto russo levará seis meses para o petróleo bruto e oito meses para outros produtos petrolíferos refinados.

No período 2024-2025, a Rússia produzirá uma média de 478 milhões de toneladas, de acordo com a fonte.

O ministro das Finanças russo, Anton Siluanov, disse que a Rússia poderia perder até 17% da produção de petróleo até 2022 devido às sanções, embora o vice-primeiro-ministro, Alexander Novak, tenha dito que após uma queda na produção em abril de um milhão de barris por dia, os indicadores começaram a recuperar.

Segundo o negociador russo da OPEP+, haverá mais 600.000 barris por dia em junho do que em maio, e a Rússia está perto de recuperar os níveis de produção de fevereiro.

Globalmente, segundo a Novak, a Rússia pode produzir 500 milhões de toneladas de petróleo até 2022.

Ao mesmo tempo, o ministério das Finanças prevê que as receitas do petróleo e gás no orçamento russo de 2022 aumentem 15,2% para 10,4 biliões de rublos (183.389 milhões de dólares).


UE estende por mais um ano sanções à Rússia por anexação da Crimeia
O Conselho da União Europeia (UE) decidiu hoje estender por mais um ano, até junho de 2023, as sanções à Rússia pela anexação ilegal da Crimeia e da cidade de Sevastopol, territórios reconhecidos como pertencentes à Ucrânia.

Em 2023 as receitas cairão para 9,1 biliões de rublos (160.661 milhões de dólares) e em 2024 para 8,4 biliões de rublos (148.122 milhões de dólares).

O preço do petróleo russo (Urals) no final de 2022 será de 80,1 dólares por barril, prevendo-se que depois comece a descer e atingir 61 dólares em 2025, de acordo com o Governo russo.

Ao mesmo tempo, o desconto em relação ao petróleo Brent é agora superior a 33 dólares por barril.

O ministério das Finanças russo prevê que à medida que a Europa substituir o petróleo russo e redirecionar os seus abastecimentos, o custo do Urals diminuirá, projetando que em 2023 este atinja 71,4 por barril, em 2024 66 dólares e em 2025 um total de 61 dólares por barril.

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