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Moody's tirou Portugal do lixo
Economia 2 min. 13.10.2018 Do nosso arquivo online

Moody's tirou Portugal do lixo

Moody's tirou Portugal do lixo

Foto: Reuters
Economia 2 min. 13.10.2018 Do nosso arquivo online

Moody's tirou Portugal do lixo

Mais de sete anos depois de colocar a dívida soberana do país num grau de investimento especulativo, a agência de notação financeira foi a última a retirá-la dessa categoria. Já a DBRS manteve a classificação com tendência estável.

Sete anos e três meses depois de atribuir à dívida soberana de Portugal o grau de investimento especulativo, ou seja, a categoria de lixo, a agência de notação financeira Moody's passou a classificação de 'Ba1' para 'Baa3', derradeiro nível de investimento de qualidade, sendo assim a última a retirá-la do lixo. Ao mesmo tempo, a canadiana DBRS anunciou que mantinha a classificação em 'BBB' com tendência estável.

 "A dívida pública elevada caminha para uma sustentável, embora gradual, tendência de descida, com riscos limitados de reversão", revelou a Moody's em comunicado divulgado ontem.   

 "Esta revisão coloca a dívida portuguesa com a classificação de investimento pelas quatro maiores agências de rating mundiais", disse o ministro das Finanças, Mário Centeno, citado pela imprensa portuguesa. "É a primeira vez quer isto acontece desde que, em julho de 2011, foi revisto esse rating para a classificação de não-investimento", acrescentou. E destacou: " "Passados sete anos, Portugal está hoje em pleno nos mercados. A revisão contribuiu ainda mais para alargar a base de investidores internacionais na dívida pública portuguesa e reduzir assim os custos de financiamento das famílias, empresas e, naturalmente, do Estado".      

Depois de se assegurar que o próximo Orçamento do Estado não proporcionaria condições de risco para o comportamento da economia portuguesa, a agência de rating cumpriu aquilo que deixara antever há cerca de um ano quando admitira rever a classificação da dívida portuguesa num prazo entre os 12 e os 18 meses. 

Quanto à DBRS, o comunicado indica que, "apesar de o crescimento económico ter moderado no primeiro semestre face a 2017, projeta-se um crescimento saudável de 2,3% para a totalidade do ano, ainda acima da média da Zona Euro". A análise da agência de rating aponta ainda que "o défice orçamental e o rácio da dívida pública devem continuar a cair e o crédito malparado dos bancos está a diminuir". No entanto, nota ainda que, tendo em conta que o rácio da dívida pública continua em níveis muito altos, isso "limita a capacidade orçamental e deixa as finanças públicas vulneráveis a choques negativos".

Nos meses de setembro e dezembro do ano passado, respetivamente, a Standard & Poor's e a Fitch já atribuíam a Portugal uma classificação fora do nível de lixo, enquanto a DBRS sempre o fez, permitindo que o país tivesse acesso ao programa de 'quantitative easing', isto é, o programa de compra de dívida, do Banco Central Europeu. A Fitch chegou mesmo a ser a agência que melhor classificação atribuía à dívida pública do país (BBB), mas, a 5 de julho último, a DBRS igualou-a.  


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