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Moeda chinesa volta a cair após sinais de estabilização
Economia 2 min. 07.08.2019

Moeda chinesa volta a cair após sinais de estabilização

Moeda chinesa volta a cair após sinais de estabilização

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Economia 2 min. 07.08.2019

Moeda chinesa volta a cair após sinais de estabilização

O banco central da China definiu hoje o valor de abertura do yuan em 6,9996 para o dólar, quase 0,5% menos do que na terça-feira.

A moeda chinesa voltou hoje a desvalorizar face ao dólar norte-americano, depois de sinais de estabilização terem acalmado os mercados financeiros, que registaram quedas acentuadas na segunda-feira com a desvalorização abrupta do yuan.

Um dólar norte-americano vale hoje 7,0488 yuan, mais 0,4% do que na terça-feira.

No início da semana, as praças financeiras em todo o mundo registaram fortes perdas depois de Pequim permitir que o yuan caísse para o valor mais baixo em onze anos, em relação ao dólar.

Washington passou, entretanto, a rotular Pequim como "manipulador de moeda", abrindo caminho para possíveis sanções.

O Banco do Povo Chinês (banco central) prometeu manter a moeda estável, o que ajudou a tranquilizar os investidores.

Ainda assim, o banco central da China definiu hoje o valor de abertura do yuan em 6,9996 para o dólar, quase 0,5% menos do que na terça-feira.

O yuan não é inteiramente convertível, sendo que o seu valor face a um pacote de moedas internacionais pode variar até 2% por dia.

O Banco Central da China justificou a depreciação do yuan, na segunda-feira, com "medidas unilaterais e protecionismo comercial", bem como "a imposição de aumento de taxas alfandegárias contra a China", numa clara referência ao último episódio da guerra comercial que espoletou entre Pequim e Washington, no verão passado.

Na semana passada, o Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou a imposição de novas taxas alfandegárias, de 10%, sobre um total de 268 mil milhões de euros de bens importados da China, a partir de 1 de setembro.

Um yuan mais fraco significa que os produtos chineses são mais baratos, o que pode ajudar a conter o efeito negativo das novas taxas sobre a competitividade da economia chinesa.

Os governos dos dois países impuseram já taxas alfandegárias sobre centenas de milhares de milhões de bens importados um do outro.

No cerne das disputas está a política de Pequim para o setor tecnológico, que visa transformar as firmas estatais do país em importantes atores globais em setores de alto valor agregado, como inteligência artificial, energia renovável, robótica e carros elétricos.

Os EUA consideraram que aquele plano, impulsionado pelo Estado chinês, viola os compromissos da China em abrir o seu mercado, nomeadamente ao forçar empresas estrangeiras a transferirem tecnologia e ao atribuir subsídios às empresas domésticas, enquanto as protege da competição externa.

Lusa


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