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Mobiliário português leva à Alemanha novidades para enfrentar instabilidade de mercados europeus
Economia 2 min. 11.01.2020 Do nosso arquivo online

Mobiliário português leva à Alemanha novidades para enfrentar instabilidade de mercados europeus

Mobiliário português leva à Alemanha novidades para enfrentar instabilidade de mercados europeus

Pixabay
Economia 2 min. 11.01.2020 Do nosso arquivo online

Mobiliário português leva à Alemanha novidades para enfrentar instabilidade de mercados europeus

Há 16 empresas portuguesas em Colónia à procura de novos mercados.

Dezasseis empresas portuguesas do setor do mobiliário mostram na feira imm Cologne, na Alemanha, as novidades na qualidade do ‘design’ e tecnologia que lhes permitem fazer frente à incerteza dos principais destinos das suas exportações.

O setor, que "cresceu bastante e está agora numa fase de maturação", olha com atenção para a instabilidade vivida em França, Espanha e no Reino Unido.

Miguel Pereira, responsável da internacionalização da Associação Portuguesa das Indústrias de Mobiliário e Afins (APIMA), revelou, em declarações à agência Lusa, que as empresas portuguesas equacionam alternativas.

"A instabilidade, não só política, mas social, afeta-nos pelas incertezas que acarreta. Em França, vamos ter agora uma feira em Paris, e já recebemos a indicação da dificuldade de locomoção das pessoas. Corremos o risco de fazer uma feira essencial para as empresas portuguesas e os visitantes não terem forma de lá chegar por causa das greves", afirmou.

"As empresas continuam a fazer negócios com o Reino Unido, mas estão sempre ansiosos, sem saber o que o ‘Brexit’ vai trazer. É uma incógnita, mas há um receio muito grande", acrescentou.

"Estamos a tentar oferecer alternativas, quer de exposição, quer de ações, de outros mercados. (…) Estamos a tentar cativar visitantes fora da Europa para que possamos dar esta opção às nossas empresas", indicou Miguel Pereira, referindo-se aos mercados norte-americano e asiático.

São mercados "que exigem mais, ao nível de investimentos, são mais longínquos, têm uma forma de trabalhar diferente, têm outras regras. Mas também são apelativos pela estabilidade que têm e pela avidez de produto, primeiramente europeu, e depois português, que já é muito bem cotado", explicou o responsável pela internacionalização da APIMA.

De acordo com os últimos dados oficiais avançados pela associação setorial, as exportações portuguesas de mobiliário e colchoaria aumentaram 2% nos primeiros nove meses de 2019, face ao mesmo período de 2018, somando 1.400 milhões de euros.

"O setor está bem, passa sempre por picos, há sempre uma preocupação a pairar. Fala-se, nos últimos dois anos, de estarmos na iminência de uma nova crise, mas o setor tem estado bem. Na crise de 2008, as empresas foram obrigadas a exportar. Agora, como já estamos nos mercados internacionais, estas oscilações já não são tão sentidas", sublinhou Miguel Pereira.

Na imm Cologne, que começa na segunda-feira, vão estar 16 empresas portuguesas, cinco delas apoiadas pela APIMA.

Esta é a mais importante feira de móveis decoração de interiores da Alemanha, uma "referência no setor do ‘lifestyle’ e da oferta para a casa", acrescentou o responsável.

"O reconhecimento da qualidade das empresas portuguesas tem-se refletido na qualidade dos nossos espaços e dos negócios que temos conseguido fazer, o que faz com que tenhamos saído daquela obscuridade, de sermos vistos como um país muito pequenino, com umas ‘marcazinhas’ engraçadas, mas que não são nada do outro mundo. Já temos marcas com um grande reconhecimento e que são colocadas ao lado das principais referências do setor", congratulou-se.

A imm Cologne decorre até domingo, dia 19, contando com 1.158 expositores de todo o mundo e quase 150 mil visitantes de 145 países.

Lusa


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