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Margem de manobra do BCE para combater crise é pouca
Economia 06.02.2020 Do nosso arquivo online

Margem de manobra do BCE para combater crise é pouca

Margem de manobra do BCE para combater crise é pouca

Foto: AFP
Economia 06.02.2020 Do nosso arquivo online

Margem de manobra do BCE para combater crise é pouca

O aviso foi feito hoje pela presidente daquele organismo, Christine Lagarde.

A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, disse que uma década de luta contra a crise deixou o BCE com poucas opções para mais estímulos monetários.

Citada pela Bloomberg, Lagarde alertou, na sua audição no Parlamento Europeu, para as ameaças globais persistentes, que podem prejudicar a recente estabilização económica, embora a economia da zona do euro permaneça "resistente".

O alerta surgiu pouco depois de terem sido publicados dados que mostram uma queda significativa nas encomendas de fábricas da Alemanha, indicando que a recessão industrial na maior economia da Europa está longe de ter terminado.

A referência a uma margem de manobra reduzida foi mais forte do que a declaração do BCE no final do mês passado, quando anunciou uma revisão estratégica das razões da baixa inflação e da forma de a combater.

Segundo a Bloomberg, a afirmação é, em parte, um reconhecimento da crescente preocupação de que a política monetária atual ameaça a estabilidade financeira, comprimindo as margens de lucro dos bancos, levando os preços dos ativos - tais como ações e imóveis - a níveis insustentáveis. Neste sentido, o vice-presidente Luis De Guindos disse num evento separado em Madrid que os efeitos secundários de políticas como a taxa de juro negativa e a flexibilização quantitativa estão a tornar-se "mais tangíveis".

A mensagem de Lagarde também foi dirigida aos governos - sinalizando que precisam intervir com mais medidas orçamentais. "Indicámos claramente que, onde existe espaço orçamental, seria apropriado que os decisores políticos utilizassem efetivamente essa margem de manobra para apoiar a economia da zona euro", afirmou, sem nomear países concretos.


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