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Mais de um terço dos bancos sobrevive com dificuldades
Economia 2 min. 24.10.2019

Mais de um terço dos bancos sobrevive com dificuldades

Mais de um terço dos bancos sobrevive com dificuldades

Foto: Pierre Matgé
Economia 2 min. 24.10.2019

Mais de um terço dos bancos sobrevive com dificuldades

A conclusão é de um estudo da consultora McKinsey sobre o setor bancário mundial.

Cerca de 35% dos bancos mundiais sobrevivem hoje com dificuldades: não só não têm escala suficiente como operam em mercados desfavoráveis ao exercício da sua atividade. O seu modelo de negócio tem defeitos e a sua reinvenção é urgente.

A conclusão é de um estudo da consultora McKinsey sobre o setor bancário mundial. No relatório, a consultora divide os bancos em quatro grandes grupos: os líderes de mercado, os resilientes, os seguidores, e os bancos que enfrentam dificuldades. E é para estes últimos que o desafio é maior, já que cerca de 60% das instituições destroem valor, em vez de o criar.

Para sobreviver a uma viragem económica, a fusão com bancos semelhantes, a venda a grupos mais poderosos podem ser as únicas opções para aquelas instituições financeiras. “Instituições imaginativas podem tornar-se líderes no próximo ciclo. Outras arriscam ser apenas uma nota de rodapé na História”, pode ler-se no documento.

Os bancos têm-se ressentido dos efeitos da política de juros baixos e mesmo negativos aplicados pelo Banco Central Europeu (BCE), que faz com que tenham de pagar para ter dinheiro parqueado no BCE. O objetivo é incentivar os bancos a emprestar dinheiro a privados e a empresas. Para combater este impacto, muitas instituições financeiras estão já a cobrar a clientes institucionais e aos clientes mais ricos pelos seus depósitos.

Muitos bancos têm já em marcha planos de reestruturação de pessoal. É o caso do Deutsche Bank, Barclays, Société Générale, Citigroup e HSBC que já comunicaram supressões de empregos este ano.

E a situação no Luxemburgo?

A última nota de conjuntura do instituto luxemburguês de estatística aborda a situação da banca no Grão-Ducado. Apesar do desaparecimento de oito estabelecimentos de crédito entre agosto de 2018 de agosto de 2019, os ativos continuam a crescer (7,7%). Num ano, dez bancos - de origem francesa, alemã, italiana, britânica, sueca, brasileira, holandesa e letã - fecharam portas. Além disso, a filial britânica da Northern Trust Global Services foi substituída por uma nova filial luxemburguesa. Por outro lado, o HSBC France e o RBS International instalaram-se no país durante o primeiro trimestre.

Entre os 130 bancos atualmente ativos, a maioria tem origem alemã (24), francesa (15) e chinesa (14). Foram sobretudo os bancos alemães e norte-americanos que mais contribuíram para o aumento dos ativos do setor (5,2%).

Segundo o Statec, metade dos bancos conseguiram aumentar a margem graças à subida dos empréstimos e às atividades fora da zona euro, que permitem ter taxas de juro mais elevadas. No primeiro semestre de 2019, as principais receitas dos bancos evoluíram a meio-gás, mas as taxas continuaram a subir. Apenas um terço dos bancos conseguiu ver as comissões subir, sobretudo os que aumentaram a sua atividade por causa do Brexit.

Paula Cravina de Sousa


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