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Maioria está descontente com a evolução do mercado habitacional no Luxemburgo
Economia 04.02.2020

Maioria está descontente com a evolução do mercado habitacional no Luxemburgo

Maioria está descontente com a evolução do mercado habitacional no Luxemburgo

Foto: Guy Wolff
Economia 04.02.2020

Maioria está descontente com a evolução do mercado habitacional no Luxemburgo

Estudo do banco ING conclui que o Grão-Ducado é o país onde mais pessoas consideram que é cada vez mais difícil comprar a primeira casa.

A maioria dos residentes no Luxemburgo não olha com otimismo para o mercado de habitação. Um inquérito feito pelo banco holandês ING conclui que 65% dos inquiridos consideram que o país está no mau caminho em termos habitacionais. A percentagem representa um aumento significativo quando comparado com a última sondagem, feita em 2017, altura em que 49% dos inquiridos disseram estar descontentes com a evolução do mercado habitacional no Grão-Ducado.

Além disso, o valor fica acima dos 55% da média europeia. Entre aqueles que consideram que o mercado está no mau caminho, 78% apontam o dedo aos elevados custos das casas, sendo que 36% consideram que as casas na sua região são menos acessíveis do que noutros países. Por outro lado, 31% afirmam que o mercado não está suficientemente regulado, responsabilizando a forma como a oferta e a procura são geridas.

O Luxemburgo surge como o país onde mais participantes consideram que comprar a primeira habitação é cada vez mais difícil (86%). 38% dizem mesmo que não deverão ter capacidade para adquirir uma casa, enquanto 16% dizem que só pensam poder fazê-lo entre os 30 e os 34 anos e 14% só a partir dos 35 anos.

O estudo conclui também que 82% dos inquiridos no Luxemburgo consideram que comprar casa é financeiramente mais vantajoso do que arrendar. O valor compara com o da Alemanha, em que apenas 58% vêem mais pontos positivos em adquirir do que em arrendar. Quanto aos preços, 90% acreditam dos valores de compra e venda vão continuar a subir no Grão-Ducado.

O estudo do ING foi feito em agosto de 2019 através de mais de 15.100 entrevistas em 15 países. Foram entrevistadas uma média de mil pessoas por país.

P.C.S.


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