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Macau toma Luxemburgo como exemplo no desenvolvimento de serviços financeiros
Economia 2 min. 19.06.2019

Macau toma Luxemburgo como exemplo no desenvolvimento de serviços financeiros

Macau toma Luxemburgo como exemplo no desenvolvimento de serviços financeiros

Foto: Getty Images
Economia 2 min. 19.06.2019

Macau toma Luxemburgo como exemplo no desenvolvimento de serviços financeiros

O país quer também desenvolver a indústria de diamantes com a Bélgica.

Macau quer tomar o Luxemburgo como exemplo para desenvolver serviços financeiros. O país anunciou também que vai aumentar a cooperação com a Bélgica para desenvolver a indústria de diamantes e o intercâmbio entre as duas regiões, numa altura em que o território se prepara para aplicar o processo Kimberley.

No Luxemburgo, nos encontros mantidos com responsáveis locais, o secretário para a Economia e Finanças de Macau, Lionel Leong Vai Tac, frisou que Macau “deve assegurar e definir bem a sua posição, tendo presentes as experiências do Luxemburgo no que toca ao enriquecimento dos elementos da cadeia da indústria financeira e das infraestruturas de apoio”.

Neste sentido, o Governo “deve criar boas condições de negócios para os investidores a estabelecerem sociedades em Macau, tendo presente o seu ambiente setorial” e o seu papel enquanto plataforma, sublinhou o governante.

Quanto à cooperação com a Bélgica, as “duas partes concordaram em alargar os canais de cooperação para promover o desenvolvimento da indústria de diamantes e o intercâmbio entre as duas regiões, no sentido de promover os benefícios e ganhos mútuos”, referiu um comunicado das autoridades, divulgado na terça-feira.

Este regime de certificação, fundamental para que as regiões produtoras possam exportam diamantes em bruto para Macau, deverá entrar em vigor no território em 1 de outubro próximo, de acordo com as autoridades.

Criado em 2003 para acabar com os “diamantes de sangue”, extraídos de zonas em guerra, o processo Kimberley vai permitir a Macau desenvolver esta indústria à luz das regras internacionais, contribuindo, segundo o Executivo, para a diversificação da economia.

Na Bélgica, a delegação de Macau, liderada pelo secretário para a Economia e Finanças, Lionel Leong Vai Tac, visitou o Centro Mundial de Diamantes de Antuérpia, onde são comercializados 80% dos diamantes em bruto a nível mundial.

Na cidade belga, Leong salientou que Macau é “um porto franco, em que a entrada e saída de bens e fundos são convenientes”.

Assim, a aplicação do processo Kimberley vai permitir ao território desempenhar “plenamente o papel de plataforma de serviços para a cooperação comercial entre a China e os países lusófonos”, acrescentou.

Em abril, quando a lei que prevê a aplicação do regime Kimberley foi aprovada na Assembleia Legislativa, o Governo de Macau considerou que a promoção da indústria de diamantes no território "vai contribuir para a diversificação adequada da economia local".

Em junho do ano passado, Macau assinou um acordo com a Bolsa de Diamantes de Xangai, para ser um centro de comércio de diamantes, aproveitando o papel de plataforma entre a China e os países lusófonos, que detêm a matéria-prima.

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