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Luxemburgo tem excedente de 304 milhões de euros
Economia 18.12.2018 Do nosso arquivo online

Luxemburgo tem excedente de 304 milhões de euros

Luxemburgo tem excedente de 304 milhões de euros

Foto: Pierre Matgé
Economia 18.12.2018 Do nosso arquivo online

Luxemburgo tem excedente de 304 milhões de euros

A administração central do Estado luxemburguês registou um excedente de 304 milhões de euros até novembro. O resultado foi apresentado hoje pelo ministro das Finanças, Pierre Gramegna, no Parlamento.


Para este resultado contribuiu um crescimento mais acelerado das receitas do que das despesas. De um lado, num dos pratos da balança, as receitas subiram 8,8%, para os 16,5 mil milhões de euros. No outro prato, estiveram as despesas com um peso de 16,2 mil milhões de euros, um aumento de 7,3% face ao mesmo período do ano passado.

Contas feitas, dá um excedente de 304 milhões, uma melhoria de 225 milhões de euros face ao período homólogo. Em comunicado, Gramegna explica que esta evolução “confirma a boa saúde das finanças públicas do Luxemburgo”. O governante explica, no entanto, que é preciso continuar a monitorizar a execução orçamental de forma rigorosa, uma vez que há despesas e determinadas receitas que apenas entram na contabilidade pública em março de 2019.

Refira-se que os valores apresentados hoje dizem respeito apenas à administração central do Estado, não inluindo, por isso, as contas das autarquias nem da Segurança Social (rubricas que apresentam normalmente também um excedente).

Orçamento do Estado provisório aprovado hoje

Os números foram divulgados no dia em que a Câmara dos Deputados vota o Orçamento do Estado provisório para 2019, para que o país possa ser governado com um regime de duodécimos pelos próximos quatro meses. Normalmente, os Governos dos Estados-membros têm de apresentar e aprovar os orçamentos para o ano seguinte até final do ano. No entanto, este ano foi exceção. O Governo não apresentou o Orçamento do Estado para 2019 definitivo por causa das eleições legislativas que tiveram lugar a 14 de outubro deste ano.

Assim, até que seja apresentado o documento definitivo, entra em vigor o regime de duodécimos por um período máximo de quatro meses, ou seja, até 30 de abril de 2019.


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