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Luxemburgo tem a menor diferença salarial entre homens e mulheres
Economia 3 min. 16.11.2022
União Europeia

Luxemburgo tem a menor diferença salarial entre homens e mulheres

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Luxemburgo tem a menor diferença salarial entre homens e mulheres

Foto: Shutterstock
Economia 3 min. 16.11.2022
União Europeia

Luxemburgo tem a menor diferença salarial entre homens e mulheres

No Grão-Ducado, as mulheres ganham em média 0,7% menos do que os homens, segundo dados da Comissão Europeia.

Na União Europeia (UE) as mulheres continuam a ganhar menos do que os homens. A diferença salarial média para "trabalho igual" entre homens e mulheres na UE é de 13%, o chamado"Gender Pay Gap". Em termos concretos, isto significa que por cada euro que um homem ganha, uma mulher ganhará 0,87 euros, como a Comissão Europeia explica num comunicado, divulgado esta terça-feira por ocasião do Dia Europeu da Igualdade Salarial. 


A Gare é um dos bairros onde residem mais portugueses.
Portugueses são os mais mal pagos da capital
Os residentes portugueses da capital estão entre os mais desfavorecidos em matéria de salários, com a média a não chegar aos 2 mil euros. Retrato da comunidade lusa na Cidade do Luxemburgo.

Mas há diferenças entre os Estados europeus. O Luxemburgo aparece em primeiro lugar na lista, tendo conseguido praticamente eliminar esta diferença salarial. A diferença vem diminuindo há mais de dez anos no país, tendo-se fixado agora nos 0,7%. Assim, por cada euro ganho por um homem uma mulher ganhará 0,993 euros. 

O pódio da menor diferença salarial é completado pela Roménia (2,4%) e Eslovénia (3,1%). E o Luxemburgo está muito à frente dos seus vizinhos. Na Bélgica, a diferença salarial é de 5,3% e sobe para 18,3% e 15,8% em França, onde as mulheres estão a "trabalhar de graça" desde 4 de novembro. 

Disparidades continuam em certos setores

Em outubro, no seu relatório sobre trabalho e coesão social, o Statec confirmou que a igualdade de remuneração entre homens e mulheres foi alcançada em média. No entanto, o Instituto Nacional de Estatística sublinhou que as disparidades continuam a ser significativas em certos setores, como finanças, imobiliário e comércio. No Luxemburgo, as mulheres "trabalham proporcionalmente mais em profissões e filiais mais remuneradas e em grandes empresas", disse o Statec.


Energia. Mulheres são mais prejudicadas pela subida dos preços
Confederação Europeia de Sindicatos alerta para o impacto da desigualdade salarial na Europa na capacidade de suportar o aumento do custo de vida e pede "medidas urgentes".

Apesar disso, o país ainda tem algum caminho a percorrer para alcançar a plena igualdade. Embora a diferença de remuneração horária tenha sido reduzida para quase zero, o mesmo não aconteceu na remuneração anual, uma vez que os homens recebem, em média, mais bónus de fim de ano, informou o Statec.

O desfasamento também se alarga com a idade. As mulheres mais jovens têm salários iguais ou mesmo superiores aos dos homens, mas o processo inverte-se a partir dos 40 anos.

Além disso, elas fazem mais uso do trabalho a tempo parcial, o que tem um impacto nos seus rendimentos e pensões. Embora o fosso entre os sexos nas pensões esteja "a diminuir no Luxemburgo como em qualquer outro lugar", o país ainda continua no fundo do ranking europeu.

(Este artigo foi originalmente publicado no Virgule e adaptado para o Contacto por Maria Monteiro.)

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