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Luxemburgo sem emprego para jovens com menos de 30 anos
Economia 2 min. 27.07.2020

Luxemburgo sem emprego para jovens com menos de 30 anos

Luxemburgo sem emprego para jovens com menos de 30 anos

Foto: Guy Wolff
Economia 2 min. 27.07.2020

Luxemburgo sem emprego para jovens com menos de 30 anos

Marlene BREY
Marlene BREY
26,9% dos residentes do Luxemburgo com menos de 30 anos procuram emprego sem sucesso. Com a crise do coronavírus, o número de candidatos nesta faixa etária em junho de 2020 tinha aumentado 51,9% em comparação com o mesmo mês do ano passado.

De acordo com os dados da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), o Luxemburgo tem a terceira maior taxa de desemprego entre os jovens com menos de 30 anos da União Europeia (UE). Apenas a Grécia e Espanha, dois países ainda fortemente marcados pela última crise económica, mostram números mais altos.  

Atualmente, 26,9% dos residentes no Grão-Ducado com menos de 30 anos procuram emprego sem sucesso. Com a crise do coronavírus, o número de candidatos nesta faixa etária em junho de 2020 tinha aumentado 51,9% em comparação com junho de 2019. A crise sanitária e económica não só inflacionou o desemprego, como também criou um sentimento de medo do futuro entre as pessoas com menos de 30 anos.


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Segundo a Agência para o desenvolvimento do emprego (ADEM, na sigla frances) no Luxemburgo, a idade média dos candidatos que recorrem a esta agência é de 23 anos. 56% tem nacionalidade luxemburguesa e, encontram-se muitas vezes em situação precária. 61% dos jovens inscritos na ADEM dizem ainda não ter orientação profissional e 59% abandonaram a escola ou são desempregados de longa duração.   


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Número de desempregados aumenta 32% num ano no Luxemburgo
No final do mês de junho, havia 19.876 pessoas registadas na Agência para o Desenvolvimento do Emprego (ADEM), ou seja mais 4.839 pessoas do que no final do mês de junho do ano anterior. Isto representa um aumento de 32,2% no espaço de um ano.

"Na Adem existe atualmente algum congestionamento", diz Christine Witte, especialista no departamento da Juventude da agência de empregos. 

 A principal característica deste "congestionamento" é que atinge particularmente a geração mais jovem.  

"Em tempos normais, há uma espécie de rotatividade: cerca de 70% dos novos registados  saem com um emprego no espaço de um ano". Contudo, "hoje é muito menos provável que estes encontrem um emprego", admite.

Embora o número de vagas no mercado de trabalho luxemburguês tenha caído 16,5% em junho em relação ao mesmo mês do ano passado, o número de contratos de estágio caiu mais da metade: de dois mil listados em 2019, existem apenas 959 atualmente.

Para Witte, por causa da incerteza em relação ao futuro, os empregadores estão neste momento mais ocupados "a tentar manter os seus funcionários" do que em "contratar um aprendiz".

Artigo original publicado na edição francesa do Luxemburger Wort. Edição de Ana Patrícia Cardoso. 


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