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Luxemburgo. Quase metade dos trabalhadores têm competências desajustadas
Economia 2 min. 11.08.2020

Luxemburgo. Quase metade dos trabalhadores têm competências desajustadas

Luxemburgo. Quase metade dos trabalhadores têm competências desajustadas

Foto: dpa
Economia 2 min. 11.08.2020

Luxemburgo. Quase metade dos trabalhadores têm competências desajustadas

Redação
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São as conclusões de um estudo do Liser que revela que a existência de trabalhadores com competências a mais ou a menos, em relação ao seu posto de trabalho, pode custar 10% da produtividade.

São analisados quatro países no estudo do Luxembourg Institute de Socio-Economic Research (Liser): Luxemburgo, Alemanha, Bélgica e França.

Concluí-se que no Gão-Ducado, em 2019, 46% dos trabalhadores têm uma desadequação entre o seu nível de formação e o posto de trabalho que ocupam. Sendo esse número superior à média da União Europeia que é de 42%.

Resultados semelhantes foram encontrados em França e na Alemanha, mas são mais elevados que os da Bélgica (40%) . No entanto, o Liser nota uma melhoria da situação em relação a 2005, com uma diminuição de 6 pontos percentuais nessa desadequação.

A maioria dos trabalhadores tem formação a mais para o posto que ocupa, embora esteja a aumentar também o número de pessoas com formação a menos. Cerca de 25% dos trabalhadores tinham qualificações a mais que o seu posto de trabalho e 21% tinham qualificações a menos. 

No Grão-Ducado, os trabalhadores com desajuste entre a sua formação e o posto de trabalho que ocupam dizem-se menos satisfeitos com a sua vida profissional, que aqueles que ocupam trabalhos de acordo com a sua formação. 

Na Alemanha, Bélgica e França esse desajustamento reflete-se no salário, mas no Grão-Ducado isso não acontece. 

As causas da inadequação são múltiplas, podem estar ligadas a questões estruturais do ensino, à conjuntura económica e até erros no processo de seleção das empresas. 

A inadequação de competências tem efeitos na vida dos trabalhadores e em termos económicos e sociais. Vários estudos apuraram que trabalhadores com competências desajustadas implicam-se menos no seu trabalho, e calcula-se que os países da OCDE poderiam aumentar a sua produtividade entre 2% e 10% se houvesse uma maior adequação de competências aos postos de trabalho.

A Comissão Europeia lançou, em julho de 2020, uma nova estratégia em matéria de competências, para formar melhor a população; e a nível do Grão-Ducado, o acordo de coligação do Governo do DP, LSAP e Verdes prevê a criação de uma estratégia em matéria de melhores competências no trabalho.

Segundo o Liser: "O Luxemburgo faria bem em reforçar as suas políticas públicas nesta área, uma vez que é provável que o número de pessoas com competências abaixo das exigências dos seus empregos continue a aumentar nos próximos anos", justifica o instituto. "É importante identificar as competências procuradas pelos empregadores a fim de melhor orientar a oferta de formação inicial e contínua e orientar os indivíduos na sua escolha de formação". 

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