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Luxemburgo. Portugueses correm risco de não poder pagar dívidas ao banco
Economia 2 min. 28.01.2020 Do nosso arquivo online

Luxemburgo. Portugueses correm risco de não poder pagar dívidas ao banco

Luxemburgo. Portugueses correm risco de não poder pagar dívidas ao banco

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Economia 2 min. 28.01.2020 Do nosso arquivo online

Luxemburgo. Portugueses correm risco de não poder pagar dívidas ao banco

Paula SANTOS FERREIRA
Paula SANTOS FERREIRA
Mais de metade (53%) dos agregados familiares do país estavam a pagar uma dívida ao banco, em 2018, segundo o BCL.

O Banco Central do Luxemburgo revelou ontem a situação de endividamento dos agregados familiares do país.

No Grão-Ducado, “53% dos agregados familiares tinha pelo menos uma dívida contraída em 2018”, a uma instituição bancária, revela o novo relatório do Banco Central do Luxemburgo (BCL) sobre o comportamento financeiro e do consumo dos agregados no país.

Desde total de dívidas, 31% referia-se a créditos hipotecários ou outros tipos de dívida detidos por 35% dos agregados, refere o BCL no documento divulgado na segunda-feira, dia 27 de janeiro.

No geral, a dívida hipotecária média, ou seja de aquisição de casa própria representava 91% do total das dívidas dos agregados familiares nesse ano.  

O valor médio da dívida dos agregados familiares “cresceu 8% entre 2014 e 2018”, realça o BCL, passando de “97.300 para 104.800 euros”, porém a percentagem de famílias endividadas diminuiu, de 55% para 53%. “Assim, entre as famílias endividadas, o montante médio da dívida aumentou 10% neste período”.

O BCL analisou os vários aspetos que tornam as famílias endividadas financeiramente frágeis.

As causas do sobreendividamento

O incumprimento do pagamento das dívidas ou sobreendividamento das famílias, nomeadamente das comunidades imigrantes é uma das realidades atuais no Grão-Ducado e mencionada no relatório.

O sobreendividamento existe quando o rendimento do agregado passa a ser menor do que o do valor da dívida vencida mais o das despesas correntes.

De acordo com a análise desta entidade bancária, em 2018, a probabilidade de incumprimento do pagamento da dívida poderia afetar até 7,8% das famílias endividadas.

Em 8,8% destes agregados familiares a hipoteca ultrapassava os 40% do seu rendimento bruto.

Segundo o relatório, o risco sobreendividamento pode afetar mais os agregados em que o titular é uma mulher ou o residente nasceu na França ou Alemanha. Ou ainda quem está no desemprego. O sobreendividamento é mais frequente nos agregados em que a residência principal é alugada ou hipotecada.

As fragilidades dos portugueses

Por outro lado, entre as famílias endividadas que recorrem à alavancagem financeira, ou seja, ao recurso a mais empréstimos bancários para aumentar o rendimento, os agregados liderados por um português estão entre os que apresentam um maior risco de incumprimento do pagamento das suas dívidas. Na comunidade portuguesa, os rendimentos destes agregados são a principal razão da fragilidade.

Esta risco de incumprimento financeiro também é mais frequente nos agregados de titulares imigrantes alemães ou de mulheres.

Além dos agregados liderados por jovens, ou compostos unicamente por um celibatário ou divorciado, alguém com um nível de educação médio ou elevado ou desempregado. Ou ainda nos agregados com várias crianças dependentes, indica o relatório do BCL baseado num inquérito realizado junto de 1600 agregados familiares do país.


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