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Luxemburgo lidera recuo histórico da produção industrial na UE
Economia 12.06.2020

Luxemburgo lidera recuo histórico da produção industrial na UE

Luxemburgo lidera recuo histórico da produção industrial na UE

Foto: Alain Piron
Economia 12.06.2020

Luxemburgo lidera recuo histórico da produção industrial na UE

Tanto na UE como na zona euro, a produção industrial recuou para níveis de meados dos anos 1990.

A produção industrial teve, no passado mês de abril, o maior recuo de sempre na zona euro e na União Europeia (UE), chegando quase aos 30% na comparação o mesmo período do ano anterior, devido ao impacto económico da pandemia da covid-19.

Face a abril de 2019, a produção industrial diminuiu 28,0% na zona euro e 27,2% na UE, o que corresponde, em ambos os casos, aos maiores recuos homólogos registados desde o início da série.

Os dados foram divulgados esta sexta-feira, 12 de junho, pelo Eurostat, e mostram que o Luxemburgo é o país da UE que lidera este recuo histórico.


Luxemburgo regista o maior recuo na produção industrial da UE
Portugal contraria a tendência europeia, com um aumento de 2,4%.

Em termos homólogos, as maiores quebras no indicador foram observadas no Grão-Ducado (-43,9%), em Itália (-42,5%) e na Eslováquia (-42,0%). 

  Já em janeiro, antes da pandemia, o Grão-Ducado tinha sido o país da UE a registar a maior quebra na produção industrial ( - 9,2% face a janeiro de 2019).  

No mês de abril, em Portugal, a produção industrial caiu 26,5% na variação homóloga e 18,2% face a março. 

Apenas a Irlanda protagonizou a única subida, com um valor de 5,5%.   

Na variação em cadeia, destacam-se as quebras na Hungria (-30,5%),  Roménia (-27,7%) e  Eslováquia (-26,7%).

  Pior que na crise de 2008

Em termos globais, nota o relatório do Eurostat, a produção industrial, tanto na UE como na zona euro, recuou para níveis de meados dos anos 1990.

Se na comparação dos números de abril com março deste ano, a produção industrial baixou 17,1% na zona euro e 17,3% na UE, foram também registadas as maiores quebras mensais desde o início da série e signifcativamente superiores às de 3% e 4% verificadas no final de 2008 e início de 2009, quando começou a última crise financeira global.


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