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Luxemburgo. Famílias gastam 1.800 euros por ano em compras online
Economia 2 min. 26.11.2022
E-commerce

Luxemburgo. Famílias gastam 1.800 euros por ano em compras online

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Luxemburgo. Famílias gastam 1.800 euros por ano em compras online

Foto: Karolina Grabowska/Pexels
Economia 2 min. 26.11.2022
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Luxemburgo. Famílias gastam 1.800 euros por ano em compras online

Simon MARTIN
Simon MARTIN
O governo mandou traçar o perfil típico do luxemburguês que faz compras online. A qualidade e conformidade dos produtos recebidos também foram discutidos.

O estudo foi orientado, conjuntamente, pela ministra da Proteção do Consumidor, Paulette Lenert (LSAP), pelo ministro da Economia, Franz Fayot (LSAP), e pelo ILNAS, o Instituto Luxemburguês de Normalização, Acreditação, Segurança e Qualidade dos Produtos e Serviços.

O relatório mostra que, no Luxemburgo, quase 70% dos utilizadores da Internet fazem compras online anualmente. Concretamente, uma família gasta em média 1.800 euros por ano em compras online, mais do que em 2019, altura em que 63% dos residentes diziam ter feito pelo menos uma compra on-line. A ligação à pandemia, que revolucionou os nossos hábitos de consumo, é bem provável.


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Muitas compras de países fora da Europa

Além disso, em 2021, 38% dos consumidores online fizeram as suas compras a retalhistas nacionais. Contudo, cerca de 30% dos vendedores online estão alojados num país fora da União Europeia (UE).

E é aqui que este modelo pode ser um problema. Alguns sites bem conhecidos, especialmente da China, oferecem uma multiplicidade de produtos a preços muito baixos. No entanto, em muitos casos, estes não cumprem as regras da UE. Por este motivo, o ILNAS realizou controlos administrativos (existência da marca CE, ficha técnica ou instrução de segurança, etc.) e controlos técnicos (resistência dos cabos, compatibilidade eletromagnética, nível de ruído, etc.). 

Foram emitidas 23 proibições de produtos

No total, foram testados 26 produtos, incluindo auscultadores sem fios, baterias externas, cortadores de relva e brinquedos para crianças. Foram emitidas 23 proibições de produtos. Seis deles representavam um risco grave e deram origem a uma notificação através da "Safety Gate", o sistema de alerta rápido da UE para produtos de consumo perigoso, cujo objetivo é informar as autoridades competentes de outros Estados-membros. Apenas dois produtos não estavam em conformidade com os requisitos necessários para venda.

O ministro da Economia, Franz Fayot, recordou a importância do ILNAS, que torna possível "impedir a colocação no mercado luxemburguês de produtos que ponham em perigo a segurança e a saúde das pessoas". "O ILNAS contribui, assim, para proteger os consumidores e evitar a concorrência desleal entre empresas, uma vez que os produtos não conformes são frequentemente fabricados a um preço mais baixo."


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Paulette Lenert acrescentou que o ILNAS, bem como os controlos efetuados pelo Ministério da Defesa do Consumidor, são um "importante instrumento de mercado, pois protegem tanto os consumidores como os profissionais".

(Este artigo foi originalmente publicado no Virgule e adaptado para o Contacto por Maria Monteiro.)

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