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Luxemburgo entre os países onde trabalhadores têm mais liberdade para escolher o horário
Economia 4 min. 29.09.2020 Do nosso arquivo online

Luxemburgo entre os países onde trabalhadores têm mais liberdade para escolher o horário

Luxemburgo entre os países onde trabalhadores têm mais liberdade para escolher o horário

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Economia 4 min. 29.09.2020 Do nosso arquivo online

Luxemburgo entre os países onde trabalhadores têm mais liberdade para escolher o horário

Ana TOMÁS
Ana TOMÁS
Por outro lado, o Grão-Ducado é o país onde mais trabalhadores têm de fazer alterações por semana no seu horário devido a imprevistos de última hora.

O Luxemburgo está entre os países europeus onde os trabalhadores têm mais liberdade para escolher o seu horário laboral, logo no grupo a seguir à Finlândia, o estado-membro que surge em primeiro lugar.

De acordo com os dados de um relatório do Eurostat, referentes a 2019, os trabalhadores europeus com maior influência sobre o seu horário e tempo de trabalho são os finlandeses. Na Finlândia, empregadores, organizações ou clientes impõem o tempo de trabalho de apenas 30% dos trabalhadores (por conta de outrem ou por conta própria). Segue-se a Suécia, onde essa percentagem sobe para 35%. 

O Luxemburgo surge no terceiro grupo de países onde o horário e o tempo de trabalho determinados quase exclusivamente por empregadores ou clientes afeta menos de metade dos trabalhadores. No Grão-Ducado, na Dinamarca e nos Países Baixos a percentagem de trabalhadores que têm o seu horário definido por terceiros é de 49%, depreendendo-se que mais de metade (51%) terá a opção de poder definir o seu horário e tempo laborais.

Estes dados abarcam os trabalhadores que podem decidir totalmente o seu horário ou defini-lo dentro de algumas condições. Analisando por subcategorias são menos aqueles que o conseguem totalmente ou unilateralmente face àqueles que o definem a contar com algumas restrições. Mesmo na Finlândia, o país onde os trabalhadores gozam de maior liberdade para definir o seu horário, é essa a realidade: só cerca de 23% o consegue definir totalmente, por comparação com 48% que têm liberdade para o fazer mediante determinadas restrições. 

Trabalhadores com menos capacidade de decisão na Bulgária, Hungria e Lituânia 

Os trabalhadores com menos influência sobre o seu tempo de trabalho são os búlgaros, uma vez que para 80% a decisão do seu horário e tempo de trabalho é tomada pelo seu empregador, organização ou clientes. O mesmo acontece na Lituânia e Hungria, ambos com percentagens na ordem dos 79%, seguindo-se os trabalhadores do Chipre e da Croácia, onde a 74%, em cada país, é imposto um horário e tempo de trabalho sem opção de escolha ou negociação, e a Letónia com 73%.

Portugal situa-se abaixo da média da União Europeia no que respeita à percentagem de trabalhadores que podem escolher o seu horário e tempo de trabalho. Enquanto no país a percentagem de empregadores, organizações ou clientes define o horário de trabalho de cerca de 65% da população ativa, com os que têm alguma liberdade e os que têm liberdade total a dividirem em duas metades os 35% que sobram, a média da UE, revela que, no geral, nos estados-membros 61% dos trabalhadores veem os seus horários e tempos de trabalho decididos por terceiros, enquanto 21% podem decidi-lo em parte e 18% completamente sozinhos.

Em 2019, empregadores, organizações ou os clientes foram os principais decisores do tempo de trabalho de quase 118 milhões dos 194 milhões pessoas empregadas com idades compreendidas entre os 15 e 74 anos na União Europeia, resume o Eurostat, determinando a hora de início e fim do dia de trabalho no emprego principal para a maioria dos empregados(61%) em 2019. 

Luxemburgo é o país onde se adapta mais o horário durante a semana

Da mesma forma que o Luxemburgo aparece no grupo de países que mais liberdade concede aos trabalhadores para decidirem o seu horário e tempo de trabalho, aparece também em lugar cimeiro no que se refere à adaptação do mesmo, pelo menos uma vez por semana, devido a imprevistos. O Grão-Ducado é mesmo o estado-membro onde essa realidade mais se verifica.

Entre os estados-membros da UE, mais de uma em cada três pessoas empregadas no Luxemburgo (37%) adapta o seu tempo de trabalho pelo menos uma vez por semana devido a exigências imprevistas, seguido pelos trabalhadores da Finlândia (31%), França, Áustria e Eslovénia (27% nos três), bem como Itália (26%). 

Em contrapartida, as percentagens mais baixas são registadas nos mesmos países, onde os horários e tempo de trabalho são definidos pelos empregadores ou clientes: Bulgária (8%), Lituânia e Hungria (ambos com 9%), Eslováquia (11%), Espanha (13%) e Estónia (14%). 

Na UE, um em cada cinco empregados (21%) tem de adaptar o seu tempo de trabalho pelo menos uma vez por semana, devido a exigências imprevistas no trabalho. Portugal acompanha a média europeia, com uma proporção e percentagem idênticas. 

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