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Luxemburgo entre os países mais dependentes de energia importada
Economia 2 min. 09.05.2022
Pordata

Luxemburgo entre os países mais dependentes de energia importada

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Luxemburgo entre os países mais dependentes de energia importada

Foto: Unsplash / Anthony Indraus
Economia 2 min. 09.05.2022
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Luxemburgo entre os países mais dependentes de energia importada

Redação
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A Estónia é o país da União Europeia (UE) menos dependente da importação de energia e Malta, Chipre e Luxemburgo lideram, enquanto Portugal está em 11.º lugar, segundo dados compilados pela Pordata, reportados a 2020.

“Em 2020, Malta, Chipre e Luxemburgo eram os países mais dependentes (mais de 90% da energia importada). O país menos dependente era a Estónia (11%)”, indicou, em comunicado, a Pordata, base de dados estatísticos da Fundação Francisco Manuel dos Santos, citada pelo jornal Eco. 

Portugal ocupava o 11.º lugar (65%), acima da média da UE (58%), considerando os 27 Estados-membros, tendo vindo a diminuir a sua dependência desde 2000 (85%).

No que se refere ao preço da energia, em 2021, os portugueses pagavam o 6.º preço mais caro da UE27, enquanto a indústria pagava o 14.º mais elevado.

Já no que se refere ao gás natural, anulando a diferença do custo de vida dos vários países, as famílias portuguesas pagavam o segundo preço mais caro da UE e a indústria o 18.º.

Em 2020, Portugal importou 3.712.686 toneladas de petróleo, proveniente de Espanha (57%), Rússia (15%) e dos EUA (10%).

Já as importações de gás natural ascenderam a quase 5.600 milhões de metros cúbicos normais (Nm3), com origem na Nigéria (54%), EUA (19%), Rússia (10%) e Argélia (9%).

A UE produziu, em 2020, 573,8 milhões de toneladas equivalentes de petróleo (tep) de energia, sendo que França (21%), Alemanha (17%), Polónia (10%), Itália (7%), Espanha e Suécia (6%) foram os que mais contribuíram.

Por sua vez, o consumo de energia primária na UE diminuiu 10% em 2020, face a 1990, e apenas oito dos 27 países aumentaram este consumo, incluindo Portugal (29%).

No entanto, desde 2005 que se verifica uma descida, com 19,5 milhões de tep consumidos em 2020, abaixo da meta proposta para 2020 de 22,5 milhões de tep.

Entre 1990 e 2020, a UE reduziu em 5% o consumo de energia final.

“Dos 27 países da UE, 11 aumentaram este consumo. Portugal foi o 6.º país que mais aumentou o consumo de energia final (26%), embora desde 2007 esteja numa trajetória decrescente. Deste modo, conseguimos superar a meta 2020 a que nos tínhamos proposto: em 2020 consumimos 15 milhões de tep, quando a meta era não ultrapassar os 17,4 milhões de tep nesse ano”, indicou.

Portugal aumentou a sua eficiência energética desde 1995, em linha com a Europa.

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