Escolha as suas informações

Luxemburgo entre os países da UE com menos trabalhadores imigrantes com contrato temporário
Economia 2 min. 26.05.2021 Do nosso arquivo online

Luxemburgo entre os países da UE com menos trabalhadores imigrantes com contrato temporário

Luxemburgo entre os países da UE com menos trabalhadores imigrantes com contrato temporário

Foto: Shutterstock
Economia 2 min. 26.05.2021 Do nosso arquivo online

Luxemburgo entre os países da UE com menos trabalhadores imigrantes com contrato temporário

Ana TOMÁS
Ana TOMÁS
Segundo dados do Eurostat, o Grão-Ducado foi em 2020 o terceiro país com menor percentagem de trabalhadores nascidos num outro Estado-membro da UE a terem um emprego temporário.

O Luxemburgo é o terceiro país da União Europeia (UE), com a percentagem mais baixa de trabalhadores imigrantes, de outro Estado-membro, com contrato temporário, indica um estudo lançado, esta quarta-feira, 26 de maio, pelo Eurostat.

De acordo com gabinete de estatísticas europeu, em 2020, 6,8% dos trabalhadores nascidos noutro país da UE e a laborar no Grão-Ducado tinham um trabalho temporário - a terceira percentagem mais baixa neste grupo de trabalhadores, a seguir à Hungria (4,2%) e à Irlanda (6,6%).


Estudo. Maioria dos trabalhadores quer regressar ao local de trabalho
Um estudo levado a cabo pela empresa Randstad dá conta que a maioria dos trabalhadores está otimista apesar do contexto pandémico e económico.

No extremo oposto, a percentagem de pessoas nascidas noutro Estado-membro da UE a trabalhar num emprego temporário foi maior em Espanha (27,0%), seguida dos Países Baixos (19,3%) e da Itália (18,3%).

O Eurostat refere que, em 2020, 13,8% dos trabalhadores temporários eram trabalhadores nascidos num Estado-membro diferente daquele onde exerciam a sua atividade profissional. Uma percentagem que sobe para 20,3%, entre os trabalhadores nascidos fora da União Europeia, e que desce para 11,8% quando esses trabalhadores são nativos do próprio país.  

Em comparação com 2019, as percentagens em 2020 revelaram um decréscimo em todos os grupos: menos 1,5 pontos percentuais (pp) nos trabalhadores temporários nascidos fora da UE, menos 1,4 pp nos trabalhadores nascidos noutro Estado-membro da UE e menos 1,2 pp nos trabalhadores nativos. 

Portugal entre os países com mais trabalhadores temporários

Segundo o Eurostat, em 2020, a percentagem mais elevada de trabalhadores nascidos fora da UE com contratos temporários foi registada na Polónia (40,6%), seguida de Chipre (35,8%), Espanha (35,1%), Portugal (26,8%) e Suécia (25,2%). Em contrapartida, a percentagem mais baixa foi observada na Estónia (2,1%), seguida pela Áustria (6,9%), Hungria (7,2%) e Irlanda (7,5%). 

Já a percentagem de trabalhadores temporários no total de trabalhadores nativos foi a mais elevada em Espanha (21,8%), seguida pela Polónia (17,9%) e por Portugal (16,6%). Por outro lado, as percentagens mais baixas registaram-se na Lituânia (1,1%), Roménia (1,2%), Estónia (2,6%), Letónia (2,7%) e Bulgária (3,5%).

No que respeita ao Luxemburgo, a percentagem de nativos com contrato temporário é de 6,3%, subindo para 11,3% no que se refere aos trabalhadores imigrantes, nascidos fora da UE, cerca de metade dos 20,3% da média comunitária

Siga-nos no Facebook, Twitter e receba as nossas newsletters diárias.


Notícias relacionadas

Trabalhar por conta própria não parece ser uma atividade muito apelativa no Luxemburgo, sobretudo para os nativos. O Eurostat divulgou hoje estatísticas sobre a tendência que os residentes nos vários Estados-membros têm para trabalhar por conta própria. No estudo, o gabinete de estatística da Comissão Europeia distingue entre nativos, migrantes que vêm de outros Estados da União Europeia (UE), e entre aqueles que vêm de fora da UE.
No Luxemburgo, 9% dos trabalhadores entre os 15 e os 64 anos tinham um contrato a termo certo no ano passado. Esta é a décima taxa mais baixa entre os países da União Europeia (UE) e fica muito abaixo da média, que é de 14,3%.