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Luxemburgo entre os maiores emissores e recetores de investimento direto estrangeiro em 2020
Economia 30.04.2021

Luxemburgo entre os maiores emissores e recetores de investimento direto estrangeiro em 2020

Luxemburgo entre os maiores emissores e recetores de investimento direto estrangeiro em 2020

Foto: Anouk Antony
Economia 30.04.2021

Luxemburgo entre os maiores emissores e recetores de investimento direto estrangeiro em 2020

Ana TOMÁS
Ana TOMÁS
Em termos globais, o investimento direto estrangeiro caiu 38% em 2020, atingindo o valor mais baixo desde 2005.

O Luxemburgo ficou no top três dos países que mais recebeu investimento direto estrangeiro (IDE), em 2020, e também no topo do ranking dos emissores desse investimento, revelam os dados do relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), divulgado esta sexta-feira.

De acordo com o relatório, o Grão-Ducado recebeu 62.000 milhões de dólares (cerca de 51.000 milhões de euros), correspondendo a mais 313%, em investimento direto estrangeiro, ficando só atrás da Índia (64.000 milhões de dólares, mais 25%) e da China , que ultrapassou os Estados Unidos como principal destinatário mundial de investimento direto estrangeiro, tendo recebido 212.000 milhões de dólares (mais 13%), enquanto os EUA apenas receberam 177.000 milhões de dólares (menos 37%).

O Luxemburgo ficou também no topo dos principais emissores, em 2020, juntamente com os Estados Unidos, o Japão e a China. O país aplicou 127.000 milhões de dólares em investimento direto estrangeiro, no ano passado, o equivalente a um aumento de 273%.  

Em termos globais, o IDE caiu para 846.000 milhões de dólares, em 2020, o nível mais baixo desde 2005 e menos 38% do que em 2019.  O investimento direto estrangeiro foi equivalente a apenas 1% de todo o Produto Interno Bruto (PIB) global, durante 2020, o nível mais baixo desde 1999. Números que se devem à crise sanitária, provocada pela pandemia de covid-19.

A queda foi especialmente acentuada nos países membros da organização, tendo as entradas de IDE caído 51% no ano passado e as saídas de IDE baixado 48%, sinaliza o relatório.

Entre os países não pertencentes ao G20, os fluxos de IDE caíram apenas 9% durante o ano passado, devido à recuperação na China e na Índia no segundo semestre do ano.   

Na União Europeia (UE), o investimento externo diminuiu 77%, atingindo apenas 13% do total global em 2020, em comparação com uma quota de mais de 30% nos dois anos anteriores, refere o documento da OCDE.

com Lusa

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