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Luxemburgo contra reforma do mercado de energia
Economia 2 min. 26.10.2021 Do nosso arquivo online
Energia

Luxemburgo contra reforma do mercado de energia

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Luxemburgo contra reforma do mercado de energia

Foto : Reuters
Economia 2 min. 26.10.2021 Do nosso arquivo online
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Luxemburgo contra reforma do mercado de energia

AFP
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Nove países, entre os quais o Grão-Ducado e a Alemanha, opõe-se ao pedido de Paris para dissociar os preços da eletricidade e do gás.

O Luxemburgo é um dos nove países da União Europeia (UE) que se opõe à estratégia, impulsionada por Paris, de fazer uma reforma do mercado europeu de energia que permita dissociar os preços da eletricidade e do gás, para fazer face à escalada de aumentos, no setor da energia. 


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O primeiro-ministro, Jean Castex, anunciou um "subsídio de inflação" excecional para ajudar as famílias a enfrentar a subida dos custos da energia. Portugal também avança com subsídios e reforço especial para transportes públicos.

O Grão Ducado, assim como a Alemanha e outros sete países da UE, assinaram uma declaração conjunta opondo-se a essa reforma, alegando uma possível perturbação dos mercados energéticos. "Como o aumento dos preços se deve a fatores globais, temos de ser extremamente cuidadosos antes de interferirmos na estrutura dos mercados energéticos domésticos. Isto não pode ser uma solução para amortecer a atual subida", referem os nove países, num documento divulgado esta segunda-feira, na véspera de uma reunião dos ministros da energia da UE. 

A França tinha apelado à "dissociação" do gás e da eletricidade para evitar que os preços "de muito baixo custo" da energia nuclear sejam alinhados com os preços do gás. O Ministro das Finanças Bruno Le Maire pediu a uma "revisão profunda do funcionamento do mercado único da eletricidade", qualificando as suas regras de "obsoletas". 

No entanto, Luxemburgo, Alemanha, Áustria, Dinamarca, Estónia, Finlândia, Irlanda, Letónia e Países Baixos rejeitaram o apelo dizendo que "não podem apoiar qualquer medida que viole o mercado interno da eletricidade, por exemplo uma reforma ad hoc do mercado grossista".


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No mesmo período, os preços médios da eletricidade doméstica nos Estados-membros aumentaram ligeiramente em comparação com 2020.

Para este grupo, um mercado onde existe concorrência entre fornecedores de eletricidade "contribui para a inovação, segurança de abastecimento e é um elemento-chave para facilitar a transição" para energia com baixo teor de carbono.

O mercado europeu da eletricidade "funciona bem há cerca de vinte anos, com preços realmente competitivos (...) A intervenção poderia ser extremamente perigosa, poderia destruir toda a confiança neste mercado", advertiu o Ministro da Energia luxemburguês Claude Turmes no início de outubro. 

Atualmente, o gás ajuda a fixar o preço global no mercado comum da eletricidade. O preço médio da eletricidade tem subido à medida que os combustíveis fósseis mais caros são utilizados para satisfazer o consumo crescente. 

A Comissão Europeia considera que este sistema, conhecido como "preço marginal", é "eficaz" porque incentiva o desenvolvimento das energias renováveis (que têm baixos custos operacionais mas exigem um investimento inicial maciço). Em meados de Outubro, a Comissão disse que iria investigar possíveis "comportamentos anticoncorrenciais" e manipulações, mas não pôs em causa o mercado da energia. 


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