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Luxemburgo continua entre os países menos corruptos do mundo
Economia 3 min. 23.01.2020 Do nosso arquivo online

Luxemburgo continua entre os países menos corruptos do mundo

Luxemburgo continua entre os países menos corruptos do mundo

Economia 3 min. 23.01.2020 Do nosso arquivo online

Luxemburgo continua entre os países menos corruptos do mundo

Diana ALVES
Diana ALVES
A edição de 2019 volta a colocar o Grão-Ducado no nono lugar do Índice de Perceção da Corrupção (IPC), que tem em conta 180 países.

O Luxemburgo continua entre os dez países menos corruptos do mundo. A conclusão é retirada de um relatório da organização não-governamental (ONG) Transparency International (TI) que todos os anos publica o Índice de Perceção de Corrupção. A ONG aponta, no entanto, um retrocesso no combate ao fenómeno.  Há um "número impressionante de países está a mostrar pouca ou nenhuma melhoria no combate à corrupção", pode ler-se.

A edição de 2019 volta a colocar o Grão-Ducado no nono lugar do índice, que tem em conta 180 países. O Luxemburgo partilha a posição com a vizinha Alemanha, ambos com 80 pontos. Embora tenha mantido o nono lugar, o Luxemburgo perdeu um ponto face a 2018.

O Índice de Perceção da Corrupção foi criado em 1995 e é um dos principais indicadores à escala mundial sobre a perceção da corrupção no setor público de 180 países, pontuando-os de 0 (percecionado como muito corrupto) a 100 (percecionado como muito transparente). O ranking é feito com base em 13 avaliações de especialistas e inquéritos de executivos empresariais.

Nova Zelândia e Dinamarca partilham o topo da tabela de 2019, com 87 pontos, seguidas da Finlândia, com 86, e de Suíça, Singapura e Suécia, com 85. Na cauda do 'ranking' estão Síria, com 13 pontos, Sudão do Sul, com 12, e Somália, com nove. Já Portugal perdeu dois pontos, passando de 64 para 62, mas manteve-se na posição 30.

Mais de dois terços dos países retrocederam no combate  

O índice revela ainda que quatro países do G7 obtiveram pontuação inferior em comparação ao ano passado: Canadá (77), Reino Unido (77), França (69) e EUA (69). E chama a atenção para um outro dado relevante: mais de dois terços dos países retrocederam no combate, pontuando abaixo de 50, uma média de apenas 43.   

Um "número impressionante de países está a mostrar pouca ou nenhuma melhoria no combate à corrupção", salienta. Na análise o CPI constata que os "países em que as eleições e o financiamento de partidos políticos estão abertos a influência indevida de interesses pessoais são menos capazes de combater a corrupção". 

"A frustração com a corrupção do Governo e a falta de confiança nas instituições indicam a necessidade de maior integridade política", salienta Delia Ferreira Rubio, presidente da Transparency International. "Os Governos devem abordar com urgência o papel corrupto do dinheiro no financiamento de partidos políticos e a influência indevida que ele exerce nos nossos sistemas políticos", acrescenta Ferreira Rubio.

De forma a "reduzir a corrupção e restaurar a confiança na política", a Transparency International recomenda que os Governos reforcem os controlos e as contas e promovam a separação de poderes. Aponta também para a necessidade de abordar o tratamento preferencial para garantir que orçamentos e serviços públicos não sejam conduzidos por ligações pessoais ou interesses especiais tendenciosos. Outra recomendação é um maior controlo do financiamento político para evitar dinheiro excessivo e influência na política.

A TI aconselha ainda a gerir conflitos de interesse, regular atividades de lóbi e fortalecer a integridade eleitoral. É também necessário prevenir e sancionar campanhas de desinformação e capacitar os cidadãos e proteger ativistas, denunciantes e jornalistas.

A Transparency International é uma organização não-governamental com sede em Berlim que lidera a luta contra a corrupção há mais de 25 anos. Consulte o relatório na íntegra aqui

(Com Lusa)




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