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Luxemburgo como alvo dos empresários portugueses
Economia 8 2 min. 02.10.2014 Do nosso arquivo online
Em Lisboa

Luxemburgo como alvo dos empresários portugueses

Economia 8 2 min. 02.10.2014 Do nosso arquivo online
Em Lisboa

Luxemburgo como alvo dos empresários portugueses

Dar a conhecer as vantagens de investir e como exportar para o Luxemburgo foi o mote do seminário organizado pela Confederação Internacional dos Empresários Portugueses (CIEP) e Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa (CCIP) que no passado dia 26 de Setembro de reuniu dezenas de empresários em Lisboa.

Após a abertura realizada por Pedro Madeira Rodrigues, secretário-geral da CCIP e CIEP, coube a Christian Mognol, do Grupo SGG, apresentar aos empresários portugueses as possibilidades de investimento no Luxemburgo e disponibilizar dados sobre os sectores de relevo.

A baixa carga fiscal, a qualificação da força de trabalho, o elevado nível de integração regional e a existência de um ambiente regulamentar favorável, foram algumas das características do Grão-Ducado apontadas por Christian Magnol. O que, segundo este, “fazem do Luxemburgo um destino atraente para investimentos de multinacionais, empresários, investidores institucionais e famílias com dinheiro.”

Francis da Silva, Presidente da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Luxemburguesa, centrou a sua apresentação nas várias possibilidades de exportar de Portugal para o Luxemburgo, como, para onde e com que meios.

Para Francis da Silva, “há verdadeiras oportunidades de mercado no Luxemburgo”, apesar de se tratar de um “mercado saturado”. E adiantou que as oportunidades existem para quem apresente um “produto diferenciado e inovador”.

Além da integração do Luxemburgo numa das regiões mais industrializadas e com o maior PIB per capita da UE (região de 65.000 km² com 11 milhões de consumidores), os cerca de 120 mil portugueses que vivem do Grão-Ducado (que representam 20% da população do país e 40% da população activa) também entram na equação, e podem ter mesmo um peso decisivo, quando se fala de exportações portuguesas para o Luxemburgo.

O final do seminário foi marcado por um debate, coordenado por Pedro Magalhães, onde participaram Dária Ferreira, Senior Consultant da CH Business Consulting, e Dinis Cunha, Retail Sales Director – International Markets da Delta Cafés.

Dária Ferreira começou por destacar a necessidade de se mostrar o que Portugal tem para oferecer antes de se avançar e saber “dirigir as acções a quem interessa”, mesmo que se tratem de produtos de nicho de mercado.

Dinis Cunha relembrou a importância do mercado da saudade, que é representado por todos os emigrantes que consomem produtos portugueses. Um mercado que é de “entrada” mas que serve também de “base de conhecimento” e “ajuda” a avançar para um plano mais amplo.

Com uma balança de trocas comerciais entre os dois países a mostrar-se relativamente equilibrada (em 2013 Portugal exportou 68 Milhões de Euros e importou 80 Milhões de Euros), a perspectiva apresentada foi de que os empresários portugueses ainda podem encontrar espaço no Grão-Ducado desde que aí se apresentem com produtos de qualidade. E a história assim o documenta, em 2007, ano em que as exportações portuguesas para o Luxemburgo atingiram o valor mais alto, o montante das exportações para o Grão-Ducado passou os 100 Milhões de euros.

Luís Guita


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