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Luxemburgo. 85% dos utilizadores de Internet fizeram compras online na primeira fase da pandemia
Economia 4 min. 29.04.2021

Luxemburgo. 85% dos utilizadores de Internet fizeram compras online na primeira fase da pandemia

Luxemburgo. 85% dos utilizadores de Internet fizeram compras online na primeira fase da pandemia

Economia 4 min. 29.04.2021

Luxemburgo. 85% dos utilizadores de Internet fizeram compras online na primeira fase da pandemia

Ana TOMÁS
Ana TOMÁS
Vestuário e serviços de entregas da restauração lideraram as preferências das aquisições de produtos e serviços através da internet, entre março e junho de 2020.

Nos primeiros três meses da pandemia, 85% dos utilizadores de internet, no Luxemburgo, fizeram compras online. Os dados são de um estudo divulgado esta quinta-feira, 29 de abril, pelo Statec.

De acordo com o inquérito sobre a utilização das tecnologias de informação e comunicação (TIC), realizado a agregados familiares e indivíduos isolados - uma amostra de 1500 utilizadores, com idades entre os 16 e os 74 anos -, 85% dos internautas inquiridos, entre março e junho de 2020, adquiriram bens ou serviços através de transações online, junto de empresas ou de particulares.


Volume de negócios da plataforma Letzshop dispara 803%
A plataforma de compras online Letzshop.lu registou um aumento exponencial do volume de negócios durante a pandemia.

Esse valor significou um aumento de 15% face aos três meses anteriores à realização do inquérito (primeiro trimestre de 2020), quando a percentagem que comprou online ficou nos 70%. 

Mas a disparidade é maior quando se recua para 2019. A percentagem dos utilizadores que fizeram compras online, entre três meses a um ano antes da realização deste inquérito, foi apenas de 10%, caindo para 5% mais de um ano antes do questionário.

Quem comprou mais?

De acordo com o inquérito do Statec, os adultos em idade ativa foram os que mais compraram na internet. Assim, na faixa dos 25 aos 44 foram 78% aqueles que afirmaram ter recorrido à web para adquirir produtos ou serviços. 

Logo a seguir surgem os jovens, com idades entre os 16 e os 24 anos. Neste grupo etário, a percentagem daqueles que compraram online foi de 65%.

Nas faixas etárias de internautas mais seniores, menos de metade (49%) revelou propensão para a aquisição de bens e serviços pela internet. Contudo, se genericamente se verificou um aumento das compras online nos utilizadores de internet, entre 2020 e 2019, a maior subida registou-se na faixa etária dos 55 a 64 anos. Esse crescimento foi de 12% nessas idades (passando de 54% em 2019 para 66% em 2020), enquanto nos restantes grupos etários ele não foi além dos 10%, sinalizam as conclusões do inquérito do Statec.

Vestuário no topo das compras online

No que respeita aos produtos e serviços mais adquiridos, o inquérito mostra uma preponderância significativa do vestuário.


Nunca se usou tanto a internet como no confinamento
Números divulgados pelo Statec mostram uma mudança clara no uso e na frequência de certos serviços online, como chamadas de vídeo ou consultas médicas.

Em termos gerais, os artigos de vestuário foram "de longe" os produtos mais comprados de março a maio de 2020, representando 60% das aquisições, seguiram-se a compra e serviços de entrega da restauração (33%) e os livros, revistas e jornais impressos (32%). 

A internet serviu ainda para na primeira fase da pandemia, que abrangeu o primeiro confinamento do país, os internautas aderirem também à compra de medicamentos à distância. 

"Enquanto em 2019, 9% dos consumidores online tinham adquirido medicamentos através da internet, em 2020 foram 17% a encomendar medicamentos ou suplementos nutricionais", por essa via, sublinha o Statec.

Apesar dos dados genéricos, há diferenças no tipo de artigos e bens comprados de acordo com a idade. 

Se para jovens entre 16 e 24 anos, os bens mais populares foram as roupas (65%) vestuário, seguidas de entregas de restaurantes (42%), dos livros e jornais (28%) e dos cosméticos e produtos de beleza (25%), na faixa dos 25-54 anos, juntaram-se outras prioridades. Ainda que o vestuário e as entregas de takeaway tenham representado, respetivamente, 65% e 36% das compras, seguidas dos livros, com 31%, os artigos de mobiliário e acessórios domésticos e brinquedos e itens para crianças corresponderam a 28% das aquisições neste grupo.


Luxemburgo vai adaptar IVA sobre comércio eletrónico
Facilitar as trocas comerciais transfronteiriças, lutar contra a fraude ao IVA e garantir uma concorrência leal para as empresas europeias no domínio do comércio eletrónico, são os principais objetivos.

Já entre os 55-74 anos de idade, os medicamentos ou suplementos nutricionais representaram 19% das compras, assim como os artigos de mobiliário e acessórios domésticos.

As compras de produtos ligados à cultura e entretenimento, como os DVDs, CDs e vinil foram mais populares entre as pessoas com idades entre os 25 a 54 anos (10-11%) e nas mais velhas (8%) e menos entre os jovens (4-5%).

Em compensação, o grupo com idades entre os 16 e os 24 anos foi o que mais comprou bens não-físicos (downloads pagos de bens digitais), tendo sido a música (32%), jogos (31%) e filmes (29%) os adquiridos, ou descarregados, três meses antes da realização do inquérito, aponta o Statec.

Nas restantes faixas etárias, os filmes (29%) e a música (27%) foram os bens-não físicos preferidos pela faixa etário dos 25 aos 54 anos. O grupo entre os 55 aos 74 anos preferiu os ebooks (26%).

Um quarto dos internautas (25%) comprou filmes ou música através de streaming ou download e, em 2020, o formato começou a tornar-se mais popular do que a versão física em alguns artigos.

Em termos gerais, 19% dos inquiridos tinham adquirido nos três meses anteriores ao inquérito, livros eletrónicos, revistas, jornais e jogos em rede. Seguiram-se as compras ou atualizações de software (16%) e os bilhetes para eventos culturais (14%) - em queda brusca quando comparados com os 45% de 2019, devido à suspensão das atividades culturais.

Menos de 20% usaram a internet para comprarem viagens

Embora o setor do turismo e viagens e as próprias deslocações tenham caído abruptamente com a pandemia e os confinamentos, 16% dos compradores online adquiriram um serviço relacionado com transportes (bilhete de avião, bilhete de comboio ou táxi). 

Quanto às reservas de alojamento, 17% utilizaram a internet para marcar a sua estadia diretamente num hotel ou numa agência de viagens e 5% para alugar alojamento a particulares através de plataformas como o Airbnb. Em 2019, antes da pandemia, eram 59% os utilizadores que usavam a internet para reservar um alojamento.


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