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Limpezas. OGBL exige dois dias de férias suplementares para os trabalhadores
Economia 2 min. 15.02.2021

Limpezas. OGBL exige dois dias de férias suplementares para os trabalhadores

Limpezas. OGBL exige dois dias de férias suplementares para os trabalhadores

Foto: Shutterstock
Economia 2 min. 15.02.2021

Limpezas. OGBL exige dois dias de férias suplementares para os trabalhadores

Diana ALVES
Diana ALVES
O sindicato faz estas reivindicações, mas a federação não cede. Renovação do contrato coletivo de trabalho não avança.

Um prémio de cerca de 500 euros e dois dias de férias suplementares para todos os trabalhadores do setor das limpezas, independentemente dos anos de experiência. São estas as exigências da OGBL para que a convenção coletiva atual dos cerca de 11.200 empregados do ramo seja prolongada por mais dois anos, como defende a Federação das Empresas de Limpeza. 

Atualmente os trabalhadores das limpezas têm 26 dias de férias por ano, sendo que a convenção atual lhes dá meio dia a mais após 15 anos de experiência e um dia completo aos com mais de 25 anos de antiguidade. Mas o sindicato quer mais e considera justo que todos os trabalhadores tenham direito a dois dias suplementares. 

Quanto à compensação financeira, em causa está um prémio único de 2% de um salário anual, o que equivale a cerca de 500 euros. O sindicato faz estas propostas, mas a federação não cede e insiste em prolongar a convenção atual a custo zero. Resultado? Não há acordo, a convenção coletiva está em suspenso e no ar paira a ameaça de conflito.

A secretária-sindical Estelle Winter considera que as reivindicações da OGBL são mais do que aceitáveis, tendo em conta a situação que o setor atravessa. Em declarações à Rádio Latina, a sindicalista explicou que a renovação da convenção de trabalho não avança porque a federação alega que o contexto atual é difícil e o futuro imprevisível. No entanto, o feedback que chega a Estelle Winter é outro. Apesar das incertezas, das licenças por razões familiares e do desemprego parcial que também sacudiram o setor, a sindicalista fala numa retoma positiva, acrescentando que muitas empresas acabaram até por superar os seus objetivos financeiros, contrataram pessoal e não enfrentaram planos sociais.


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Segundo as estatísticas, elas passam o dobro do tempo a realizar tarefas domésticas: 16 horas por semana, enquanto os homens dedicam apenas oito horas a esse tipo de trabalho.

Outro dos argumentos da central sindical prende-se com a natureza do trabalho prestado pelo ramo, considerado pelo Governo como um dos setores essenciais durante a crise. Winter lamenta que "a federação seja a única a não reconhecer isso". O sindicato já enviou uma carta à federação a dar conta das suas reivindicações e espera agora que o impasse possa ser revolvido na próxima reunião, marcada para o dia 11 de março.  

(Diana Alves, jornalista da Rádio Latina)

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