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Liberty Steel reabre por dois dias. "Areia para os olhos", diz LCGB
Economia 2 min. 22.08.2022
Dudelange

Liberty Steel reabre por dois dias. "Areia para os olhos", diz LCGB

Dudelange

Liberty Steel reabre por dois dias. "Areia para os olhos", diz LCGB

Economia 2 min. 22.08.2022
Dudelange

Liberty Steel reabre por dois dias. "Areia para os olhos", diz LCGB

Thomas BERTHOL
Thomas BERTHOL
A unidade de Dudelange vai retomar a produção esta semana, mas apenas por dois dias. LCGB diz que reabertura temporária não é mais do que "atirar areia para os olhos.

A unidade de produção da Liberty Steel, em Dudelange, vai retomar atividade temporariamente esta semana, mas apenas por dois dias, quarta e quinta-feira, de acordo com o secretário-geral adjunto da LCGB, Robert Fornieri. O sindicalista vê este recomeço temporário como nada mais do que "areia para os olhos". 

A unidade volta a reabrir depois dois dias de atividade em julho, mas algo que não passa de uma mera "faísca para tranquilizar" em que "nada é garantido ou fiável". 

O principal credor do dono da Liberty, o grupo financeiro Greensill Capital, declarou insolvência no Reino Unido em março de 2021. A unidade de Dudelange está parada desde então, com a exceção da retoma temporária em julho deste ano e agora a mais recente, prevista para esta semana.

Durante a retoma temporária desta semana apenas serão produzidas entre 2.000 e 2.500 toneladas de chapas de aço galvanizado, um ato de "fachada" e "insignificante", descreve Robert Fornieri. "Em comparação com a capacidade mensal da fábrica, isto não representa sequer 5%", acrescenta. 


"Estado não vai abandonar Liberty Dudelange"
"O Estado não vai abandonar a unidade de produção de aço [da Liberty] de Dudelange". É esta a garantia que as centrais sindicais LCGB e OGBL receberam do Governo luxemburguês na sequência do anúncio de insolvência do grupo financeiro Greensill Capital, credor do grupo GFG Alliance, proprietário da Liberty de Dudelange.

Retoma prevista em outubro

Robert Fornieri considera que a empresa "não tem sido um parceiro fiável durante muito tempo e que deve ser encontrada uma alternativa".

E relembrou que, de acordo com o plano industrial da Liberty Steel, está previsto o reinício de atividade já em outubro. "De momento, a situação é triste e desconfortável porque os empregados continuam a sair. Pessoas qualificadas e competentes estão de partida enquanto a situação continua e a Liberty está determinada a manter as ordens. O perigo agora é que não teremos as competências necessárias para estar operacionais quando precisarmos de maior volume", lamenta. 

Enquanto aguarda por uma verdadeira recuperação, o sindicalista da LCGB afirma que os 170 empregados mantêm-se esperançosos e otimistas: "O que eles querem acima de tudo é trabalhar e produzir. Não se inscreveram para fazer trabalhos de manutenção e instalação ou para estar em casa à espera que alguém os chame. Esta forma de agir é uma forma de matar o trabalho. 

Robert Fornieri critica ainda a "determinação" da empresa britânica em "manter o local e não dar uma oportunidade a um comprador industrial de lhe dar um futuro".

O grupo GFG Alliance, proprietário da Liberty de Dudelange, está com atrasos de pagamento ao Estado britânico e tem suspensos outros pagamentos junto do grupo financeiro Greensill Capital, seu credor que está em processo de insolvência desde março de 2021.

Depois de declarada insolvência do credor, o ministro da Economia, Franz Fayot, garantiu dias depois que "o Estado não vai abandonar a unidade de produção de aço [da Liberty] de Dudelange".

Apesar disto, a situação mantém-se num impasse desde então, com os sindicatos a pedir mais garantias de manutenção dos postos de trabalho. 

(Artigo original publicado na edição francesa do Luxemburger Wort.)

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