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Liberty garante todos os empregos na unidade de Dudelange
Economia 05.11.2018

Liberty garante todos os empregos na unidade de Dudelange

Liberty garante todos os empregos na unidade de Dudelange

Foto: Guy Jallay
Economia 05.11.2018

Liberty garante todos os empregos na unidade de Dudelange

Paula CRAVINA DE SOUSA
Paula CRAVINA DE SOUSA
A Liberty House garante que vai manter todos os postos de trabalho com as mesmas condições na unidade de Dudelange da ArcelorMittal. Estas deverão ser algumas das garantias que o grupo vai dar nas reuniões marcadas para amanhã com as centrais sindicais luxemburguesas.

O Contacto falou com o responsável da Liberty pelo acordo da unidade no Luxemburgo, Christian Cirino, que disse compreender as preocupações dos sindicatos e que garantiu que o grupo vai manter os postos de trabalho. “Posso garantir que vamos garantir todos os postos de trabalho atuais, com as condições atuais”, assegurou. Em causa estão cerca de 300 empregos em Dudelange.

Cirino afirmou ainda que o grupo veio para ficar no Grão-Ducado. O responsável explicou que o grupo “começou em 1992 e cresceu através de aquisições até hoje” e que “de todas as aquisições feitas, não houve nenhuma revenda; o grupo nunca vendeu nenhuma das suas aquisições”. “Além disso, de todas as aquisições, não houve nenhuma falência: os negócios comprados pelo grupo ainda existem”, disse, acrescentando não ter “qualquer intenção de vender nada”.

“Costumamos dizer que somos bons compradores, mas não somos muito bons vendedores. Investimentos para ficar, investimos no longo-prazo”, rematou.

A Liberty House reuniu hoje com os sindicatos belgas, na sequência da aquisição da unidade de Liège, na Bélgica, e encontra-se amanhã com as centrais sindicais luxemburguesas. No entanto, ainda não estão agendadas reuniões com o Governo luxemburguês.

Na passada sexta-feira, a gigante do aço anunciou que tinha chegado a acordo para a venda das unidades de Dudelange e de Liège (Bélgica) ao grupo britânico Liberty House. A 12 de outubro, já tinha sido divulgado o acordo de venda ao mesmo grupo das unidades de Ostrava (República Checa), Galati (Roménia), Skopje (Macedónia) e Piombino (Itália). Estes desinvestimentos foram uma condição imposta pela Comissão Europeia permitir que a ArcelorMittal comprasse a italiana Ilva, negócio que já foi concluído.

Os sindicatos OGB-L e LCGB já mostraram a sua preocupação em relação ao negócio e à escolha da Liberty House. Ambos contestam a escolha da empresa britânica e argumentam que se trata de um grupo mais ligado ao setor financeiro do que industrial.

Christian Cirino não avançou uma data concreta para a conclusão do negócio, uma vez que ainda tem de obter luz verde de Bruxelas, mas aponta para que esteja finalizada em 2019.


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