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"Lágrimas de crocodilo". Ryanair ataca Lufthansa devido aos 'voos fantasma'
Economia 12.01.2022
Aviação

"Lágrimas de crocodilo". Ryanair ataca Lufthansa devido aos 'voos fantasma'

Desde 28 de março de 2021, as companhias aéreas têm sido obrigadas a utilizar 50% das suas faixas horárias de descolagem e aterragem para as manter. Obrigação que estava fixada em 80% em 2020.
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"Lágrimas de crocodilo". Ryanair ataca Lufthansa devido aos 'voos fantasma'

Desde 28 de março de 2021, as companhias aéreas têm sido obrigadas a utilizar 50% das suas faixas horárias de descolagem e aterragem para as manter. Obrigação que estava fixada em 80% em 2020.
Foto: Arne Dedert/dpa
Economia 12.01.2022
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"Lágrimas de crocodilo". Ryanair ataca Lufthansa devido aos 'voos fantasma'

AFP
AFP
A Ryanair criticou esta quarta-feira a rival alemã Lufthansa, sugerindo que vendesse lugares para recompensar os contribuintes europeus pelo seu apoio, em vez de alegar ter aviões vazios a voar para manter os "slots" (horários) nos aeroportos.

"A Ryanair pediu hoje [quarta-feira] à Comissão Europeia que ignorasse as falsas declarações da Lufthansa sobre a operação de 'voos fantasma' com o único objectivo de 'bloquear' as suas faixas horárias e proteger-se da concorrência das companhias aéreas de baixo custo", disse a companhia irlandesa num comunicado.


'Voos fantasma'. Milhares de aviões operam sem passageiros na UE
Companhias admitem a prática para manter os "slots" (horários) nos aeroportos e alertam que a intransigência de Bruxelas cria um impacto ambiental desnecessário.

"A solução é simples: a Lufthansa deveria vender os lugares nestes voos de baixo custo e recompensar os consumidores europeus, muitos dos quais financiaram os 12 mil milhões de euros de ajuda estatal que a Lufthansa e as suas filiais na Bélgica, Áustria e Suíça já receberam dos contribuintes mais pressionados nos últimos dois anos da crise da covid", acrescentou a Ryanair.

"A Lufthansa adora chorar lágrimas de crocodilo sobre o ambiente enquanto faz tudo para proteger as faixas horárias. Os 'slots' são o meio pelo qual bloqueiam a concorrência e limitam a escolha nos principais aeroportos", afirmou Michael O'Leary, citado na declaração.

O diretor-executivo do grupo alemão, Carsten Spohr, avisou a 23 de dezembro que seria obrigado a fazer "18 mil voos desnecessários" durante o inverno "apenas para manter os seus direitos de descolagem e aterragem".

Em circunstâncias normais, as regras europeias estabelecem que as companhias aéreas devem utilizar pelo menos 80% das faixas horárias de descolagem e aterragem que lhes são atribuídas nos aeroportos, caso contrário perdem os seus direitos na época seguinte.


Wi , Konsequenzen Lux-Airport und Luxair nach Coronakrise , Flughafen Luxemburg , Sars-Cov-2 , Covid-19 , Foto:Guy Jallay/Luxemburger wort
Luxair sob pressão para voar ou perder direitos de voo este inverno
Companhia aérea luxemburguesa poder ser forçada a renunciar a direitos de aterragem lucrativos devido às regras europeias.

Estas regras tornaram-se impraticáveis devido à crise sanitária que tem causado o colapso do tráfego aéreo desde março de 2020, levando Bruxelas a reduzir a obrigação de ocupação destas faixas horárias.

Assim, desde 28 de março de 2021, as companhias aéreas estão obrigadas a utilizar 50% das suas faixas horárias de descolagem e aterragem nos aeroportos, mas este nível é mesmo assim considerado excessivo por muitos na indústria aérea, ainda em recuperação por causa da pandemia.

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