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Dois meses após as cheias ainda há pedidos de desemprego parcial
Economia 14.09.2021
Intempéries de julho

Dois meses após as cheias ainda há pedidos de desemprego parcial

Intempéries de julho

Dois meses após as cheias ainda há pedidos de desemprego parcial

Foto: AFP
Economia 14.09.2021
Intempéries de julho

Dois meses após as cheias ainda há pedidos de desemprego parcial

Susy MARTINS
Susy MARTINS
Esta terça-feira assinalam-se exatamente dois meses após as fortes chuvas torrenciais que se abateram sobre o Luxemburgo, consideradas as piores na história do país.

Dois meses depois das piores cheias de que o Luxemburgo tem memória, há empresas que ainda não retomaram a atividade e outras ainda funcionam a meio-gás. No total, este mês de setembro há 40 empresas abrangidas pelo regime de desemprego parcial criado para as empresas afetadas pelas intempéries de 14 e 15 de julho. Os dados foram avançados pelos ministros do Trabalho, Dan Kersch, e os seus homólogos da Economia, Franz Fayot, e das Classes Médias, Lex Delles, numa resposta parlamentar ao deputado Mars di Bartolomeo.

Um número ainda assim quatro vezes inferior ao registado em agosto, mês em que 156 empresas estiveram cobertas pelo apoio estatal. Segundo os ministros, o Comité de Conjuntura já recebeu 23 pedidos desde o início de setembro. 

No regime aplicado às empresas afetadas pelas cheias, os patrões comprometem-se a não despedir por razões económicas. Em troca, o Estado reembolsa o empregador em 80% dos salários normalmente atribuídos aos trabalhadores pelas horas não trabalhadas. A empresa continua, no entanto, a ser responsável pelos encargos sociais e salários relativos às horas trabalhadas.


"Uma parte de Echternach está perdida para sempre"
Passaram 50 dias desde as maiores inundações da História do Luxemburgo. Em Echternach, onde tudo foi pior, há quem ainda não tenha podido voltar a casa dois meses depois da evacuação da cidade. O rio pode ter baixado mas as mágoas estão longe de secar.

Esta terça-feira assinalam-se exatamente dois meses após as fortes chuvas torrenciais que se abateram sobre o Luxemburgo provocando inundações em localidades, como Echternach, Vianden, Rosport, Ettelbruck ou Diekirch. Echternach e Vianden tiveram de ser parcialmente evacuadas. 

As cheias duraram dois dias e foram consideradas as piores da história do Grão-Ducado. As chuvas e a subida do nível das águas causaram pelo menos 100 milhões de euros de danos materiais, segundo o último balanço provisório das seguradoras. O mesmo montante foi disponibilizado pelo Executivo às vítimas pelos prejuízos não cobertos pelas seguradoras.


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