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Indexação dos salários. "Nenhuma parcela será suprimida"
Economia 16.05.2022
Partido DP

Indexação dos salários. "Nenhuma parcela será suprimida"

Gilles Baum, líder parlamentar do DP.
Partido DP

Indexação dos salários. "Nenhuma parcela será suprimida"

Gilles Baum, líder parlamentar do DP.
Foto: Guy Jallay
Economia 16.05.2022
Partido DP

Indexação dos salários. "Nenhuma parcela será suprimida"

Redação
Redação
Em entrevista à RTL, o líder da bancada parlamentar do DP afirmou que a inflação pode levar ao adiamento de outras tranches da indexação dos salários nos próximos anos, mas garantiu que elas serão atribuídas na totalidade.

Para Gilles Baum, se o cenário referido se concretizar e se prolongar além de 2024, o Governo e os parceiros sociais deverão organizar uma nova reunião da tripartida para “definir a que nível se podem estender estas parcelas”.


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Num comunicado conjunto, as duas partes lembram que o 'índex' é tido como a única ferramenta para adaptar salários e pensões ao custo de vida real.

O deputado reconheceu que “é muito difícil calcular a evolução da situação nesta fase”, mas disse que, “se duas, três ou mais parcelas [estivessem previstas para] ser pagas a 1 de abril de 2023, seria preciso ver a possibilidade de adiá-las para 2024 ou 2015”, uma vez que isto representaria um encargo muito grande para as empresas.

Atualmente, estão previstos créditos fiscais degressivos que irão ajudar a mitigar o impacto do adiamento das parcelas do index na perda de poder de compra dos luxemburgueses. De acordo com a RTL, os agregados que tenham um rendimento de 100 mil euros brutos por ano deverão mesmo ser sobrecompensados.

DP contra reformas fiscais "prematuras"

Por outro lado, o líder da bancada parlamentar do DP mostrou-se contra o eventual ajuste da tabela de impostos aos valores da inflação, observando que a medida custaria até 600 milhões de euros por ano ao país.


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Os preços aumentam mais rapidamente do que o previsto. O montante é de 84 euros por mês para aqueles que ganham menos de 3.667 euros brutos por mês.

“De acordo com os cálculos, um aumento da taxa máxima de imposto de 42% para 45% traria apenas 50 milhões de euros aos cofres do Estado”, precisou, acrescentando que o Governo deve ajudar quem precisa em tempos de crise, mas não através de reformas fiscais “prematuras”. 

“O Partido Democrático acredita em finanças públicas seguras e sustentáveis para as gerações futuras”, concluiu.

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