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Imigração qualificada aumenta pressões no mercado de trabalho

Imigração qualificada aumenta pressões no mercado de trabalho

Foto: AFP
Economia 2 min. 25.09.2017

Imigração qualificada aumenta pressões no mercado de trabalho

O crescente número de migrantes qualificados no Luxemburgo contribuiu para aumentar ligeiramente as pressões sobre o mercado de trabalho, indicou o grupo de recrutamento Hays num relatório divulgado na segunda-feira.

O crescente número de migrantes qualificados no Luxemburgo contribuiu para aumentar ligeiramente as pressões sobre o mercado de trabalho, indicou o grupo de recrutamento Hays num relatório divulgado na segunda-feira.

Com a chegada de migrantes qualificados ao país, as empresas luxemburguesas sentem-se mais pressionadas na hora de contratar pessoal especializado: há mais candidatos, mas nem todos têm as qualificações exigidas para cargos e setores especializados.

No Luxemburgo “há uma forte concorrência entre os empregadores para contratar trabalhadores com talento. Apesar da taxa de desemprego ter diminuído, isso não reflete a contínua procura de trabalhadores competentes”, de acordo com o estudo “Dinâmicas Regionais do Mercado de Trabalho Global: Qualificações com Procura e a Mão-de-Obra de Amanhã”, realizado em colaboração com o Oxford Economics.

Nem todos os candidatos têm as qualificações exigidas para as ofertas de emprego. O “desajuste de competências” dos candidatos é o principal problema apontado às pressões no mercado de trabalho luxemburguês, “uma vez que as taxas de vagas de emprego aumentaram recentemente”, refere o estudo.

O aumento salarial nas indústrias que empregam trabalhadores altamente qualificados é outro dos fatores apontados pelo documento para esta pressão, quando comparado com as empresas que têm trabalhadores com baixa qualificação.

Com menos influência na análise, aparece a diferença no crescimento de lucro: as ocupações com mão-de-obra qualificada geram um “crescimento mais lento” do que as de baixa qualificação.

De acordo com o estudo, o Luxemburgo apresenta um ligeiro aumento na média do Índice Geral deste ano: 6.7, contra 6.5 registado em 2016.

Olhando agora para os mercados de trabalho de 33 economias globais, entre elas Portugal, a tendência global é inversa à do Luxemburgo. “O fluxo de migrantes qualificados contribuiu para uma ligeira redução na média do Índice Geral deste ano: o resultado baixou marginalmente de 5.4 para 5.3, registando a primeira redução anual no Índice Geral desde a sua criação, em 2012”.

Contudo, apesar da ligeira melhoria, o documento refere que se mantém a escassez de competências, numa altura em que as empresas continuam à procura de profissionais qualificados.

Estas foram as principais conclusões da 6.ª edição do Hays Global Skills Index. “Depois de um período de incerteza global (…), identificamos sinais de um cenário mais positivo para as empresas em todo o mundo (…): o nosso relatório aponta para um ligeiro atenuamento em alguns dos principais elementos de pressão que influenciavam os mercados de trabalho, [mas] mesmo com este desagravamento das pressões, a falta de competências continua a ser um problema persistente que requer a máxima atenção das empresas, governos e instituições de ensino”, disse o diretor executivo da Hays, Alistair Cox, citado em comunicado.

Em Portugal, a redução na média do Índice Geral foi um pouco mais expressiva, baixando de 5,7 em 2016 para 5,4 em 2017, precisou a Hays.

O Luxemburgo foi dos poucos países onde houve um aumento dessa pressão, uma tendência que tem sido verificada nos últimos anos: 5,4 em 2013, 5,5 em 2014, 6,1 em 2015, 6,5 em 2016 e 6,7 agora em 2017.

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