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Idade de reforma no Luxemburgo em 2060 será das mais baixas da OCDE
Economia 27.11.2019

Idade de reforma no Luxemburgo em 2060 será das mais baixas da OCDE

Idade de reforma no Luxemburgo em 2060 será das mais baixas da OCDE

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Economia 27.11.2019

Idade de reforma no Luxemburgo em 2060 será das mais baixas da OCDE

Paula CRAVINA DE SOUSA
Paula CRAVINA DE SOUSA
Já Portugal destaca-se como um dos países que vai continuar a ter uma das idades de reforma mais altas: quem começou a trabalhar em 2018 só terá direito a uma pensão quando tiver 67,8 anos.

A idade de reforma no Luxemburgo será de 62 anos em 2060, uma das mais baixas do conjunto de países analisados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

O relatório publicado esta quarta-feira - Panorama das Pensões 2019 - nota que a idade normal de reforma difere significativamente entre países. No estudo, foram considerados indivíduos com uma carreira contributiva com início aos 22 anos e que tenha entrado na vida ativa em 2018.

Em 2018, a idade de reforma variou entre os 51 anos na Turquia e os 67 anos na Islândia, Itália e Noruega. A OCDE explica que, tendo em conta a atual legislação, a idade futura de aposentação vai variar entre os 62 anos no Luxemburgo, Grécia, Eslováquia e Turquia, e os 74 na Dinamarca. Em média, a idade de reforma vai aumentar dos 64,2 anos em 2018 para 66,1 anos no futuro.

Assim, conclui-se que a idade de reforma não vai sofrer alterações no Luxemburgo, uma vez que o país não ligou a idade de aposentação à esperança média de vida. Este tem sido, aliás, um dos aspetos mais criticados pelos vários organismos internacionais como a própria OCDE e a Comissão Europeia. Em causa estará a sustentabilidade do sistema de pensões no longo-prazo.

Neste relatório, a OCDE sublinha que 16 países não aprovaram legislação para aumentar a idade de aposentação. O Grão-Ducado será mesmo um dos poucos com uma idade abaixo dos 65 anos. A Grécia, Eslováquia, Eslovénia e Turquia estarão também neste grupo.

Já Portugal destaca-se como um dos países que vai continuar a ter uma das idades de reforma mais altas: quem começou a trabalhar em 2018 só terá direito a uma pensão quando tiver 67,8 anos.


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