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Habitação no Grão-Ducado com aumento recorde em 2020
Economia 22.06.2021
Statec

Habitação no Grão-Ducado com aumento recorde em 2020

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Habitação no Grão-Ducado com aumento recorde em 2020

Foto: Gerry Huberty
Economia 22.06.2021
Statec

Habitação no Grão-Ducado com aumento recorde em 2020

Redação
Redação
No mesmo ano em que a crise económica se instalou no mundo devido à pandemia da covid-19, os preços das casas no Luxemburgo tiveram um aumento nunca antes registado.

O setor imobiliário é uma das maiores preocupações dos cidadãos do Luxemburgo. Os preços elevados estão a impedir as famílias de baixos rendimentos de comprar uma casa ou mesmo de alugar.

No Luxemburgo, os preços dos imóveis têm vindo a aumentar a um ritmo acelerado nos últimos dez anos e atingiram o pico em 2020, com um aumento de 14,5%, um dos maiores jamais registados. O número vem no boletim "Conjuntura Flash" do Statec divulgado esta terça-feira.


Déi Lénk quer aumento de 300 euros do salário social mínimo
Para quem tem de pagar uma renda de 1.600 euros por mês, com ordenados perto do rendimento social mínimo, a situação torna-se insuportável, considera o partido de esquerda.

Apesar de considerar que o aumento poderá sofrer uma desaceleração em 2021, o instituto nacional de estatística luxemburguês prevê que os valores continuem a subir. Assim, para 2021, o aumento previsto é de 9%, e em 2022 deverá rondar os 5%. Ou seja, o cenário vai continuar desajustado à realidade de muitos residentes do Grão-Ducado. 

No boletim, o Statec refere ainda que não se pode falar da existência de uma "bolha especulativa" no país porque o os fundamentos têm sido capazes de explicar, desde 1980, quase 80% das flutuações observadas nos preços imobiliários. No entanto e analisando 2020, um ano atípico em todos os sentidos, é possível falar de uma significativa sobrevalorização que pode ser estimada em cerca de 5%, refere, no entanto, o Statec. 

No último relatório sobre o Grão-Ducado, divulgado recentemente, o FMI saúda as políticas do país para conter o impacto da pandemia, mas alerta que é preciso fazer mais para resolver o problema da habitação no país, a par com a supervisão rígida do setor financeiro. Um problema que levou o partido Déi Lénk a pedir esta semana um aumento de 300 euros do salário social mínimo. 

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