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Luxemburgo. Habitação continua a ser o maior problema do país para os residentes
Economia 2 min. 12.04.2022 Do nosso arquivo online
Eurobarómetro

Luxemburgo. Habitação continua a ser o maior problema do país para os residentes

Eurobarómetro

Luxemburgo. Habitação continua a ser o maior problema do país para os residentes

Foto: Pierre Matgé
Economia 2 min. 12.04.2022 Do nosso arquivo online
Eurobarómetro

Luxemburgo. Habitação continua a ser o maior problema do país para os residentes

Ana TOMÁS
Ana TOMÁS
No questionário do Eurobarómetro, a habitação e o aumento dos preços, a inflação e o custo de vida são as principais questões que o Grão-Ducado enfrenta neste momento. Em Portugal, a saúde continua a ter um peso nos grandes desafios do país e a nível pessoal.

A habitação continua a ser a maior problema do Luxemburgo na ótica dos seus residentes, segundo o mais recente Eurobarómetro da Comissão Europeia. 

O relatório de inverno, que compreende os dois primeiros meses deste ano e cujas respostas não abrangem ainda a guerra da Ucrânia, revela que 54% da população do Grão-Ducado elege a questão habitacional como o maior problema do país atualmente, ainda que essa percentagem reflita uma descida de 10 pontos percentuais face ao barómetro do verão de 2021.


Houve um aumento de 236% no número de casas colocadas à venda e um aumento de 220% nos apartamentos colocados no mercado.
Número de casas para venda aumentou mais de 200% no Luxemburgo
O número de casas e apartamentos no mercado aumentou mais de 200% entre o último trimestre de 2021 e o início de 2022, diz o site de anúncios imobiliários Immotop.

Na União Europeia (UE), a habitação surge apenas em sétimo lugar (9% dos inquiridos), enquanto em Portugal apenas 6% dos inquiridos a considera um dos desafios do país. 

A seguir à habitação, o aumento dos preços, a inflação e o custo de vida são o segundo maior problema nacional para os luxemburgueses (50%), que também aqui estão acima da média da UE (41%), embora menos distanciados que no caso da habitação. Já em Portugal, o aumento dos preços e do custo de vida são a principal dor de cabeça, apontada por 47% dos inquiridos.

As questões ambientais, climatéricas e energéticas, surgem em terceiro lugar no Luxemburgo, preocupando 17% dos residentes do país, um valor oito pontos percentuais abaixo do barómetro de verão de 2021, mas ligeiramente acima da média da UE (16%).

Por outro lado, os efeitos sanitários da pandemia já não causam a mesma preocupação que há um ano.


Subsídio de renda. Só uma em cada cinco famílias se candidata a este apoio no Luxemburgo
Dos 36 mil agregados familiares elegíveis só 7.146 inquilinos pediram o subsídio e estão a receber esta ajuda financeira, ou seja, 20%. Saiba se também tem direito a este apoio financeiro que pode chegar aos 294 euros por mês, e como o pode pedir.

A saúde, que estava em segundo lugar das preocupações dos luxemburgueses (31%) no barómetro do inverno de 2021, é agora apenas mencionada por 15% dos residentes, estando em quarto lugar, sinaliza o relatório e abaixo da média europeia. No conjunto da UE-27 este indicador é a segunda causa de preocupação mais citada pelos inquiridos (32%), tal como em Portugal, colhendo 39% das respostas. 

A situação económica vem em terceiro lugar para os portugueses (25%), seguida dos impostos (18%) e do desemprego (17%). As questões climáticas são vistas com menos preocupação, sendo a média de respostas (8%) metade da europeia (16%).

Em temos pessoais é o custo de vida que mais preocupa

O barómetro também analisa as preocupações pessoais dos inquiridos e nem sempre o que é visto como problemático no todo coletivo tem o mesmo impacto em cada indivíduo.


OGBL recusou-se a assinar acordo para não passar "cheque em branco" ao Governo
Para a central sindical há "um risco real de perda permanente de um escalão de indexação, se a inflação se mantiver ao nível atual ou aumentar ainda mais".

De um ponto de vista pessoal, a maioria dos residentes no Luxemburgo (57%) respondeu que o aumento dos preços, a inflação e o custo de vida são o maior problema que enfrentam atualmente, a habitação aparece em segundo lugar (24%) e a saúde em terceiro (20%).

Já no caso português a maioria dos inquiridos elege o aumento dos preços, a inflação e o custo de vida tanto como problema do país como a nível pessoal, com mais de metade dos inquiridos (54%) a referir que esta é uma questão que os atinge de momento. Depois disso, são a saúde (22%) e as pensões (17%) a serem apontadas como os principais problemas individuais. 

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