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Governo tem de diminuir 15 cêntimos/litro na bomba, apela a ULC
Economia 2 min. 04.08.2022
Combustíveis

Governo tem de diminuir 15 cêntimos/litro na bomba, apela a ULC

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Governo tem de diminuir 15 cêntimos/litro na bomba, apela a ULC

Sven Hoppe/dpa
Economia 2 min. 04.08.2022
Combustíveis

Governo tem de diminuir 15 cêntimos/litro na bomba, apela a ULC

Redação
Redação
A par com novo aumento salarial e alteração do subsídio de vida cara, exige a União dos Consumidores perante a perda de poder de compra no Luxemburgo.

Os consumidores luxemburgueses estão a perder poder de compra. A inflação, sobretudo o aumento espiral dos preços da energia, nomeadamente dos combustíveis e dos alimentos estão a gerar ainda mais dificuldades à sobrevivência das famílias do Luxemburgo, alerta a União dos Consumidores do Luxemburgo (ULC), num comunicado publicado esta quinta-feira. A piorar ainda mais a situação estão o aumento das taxas de juro. 

Perante este cenário preocupante, a ULC reivindica várias medidas que devem ser tomadas pelo Governo: Nova tranche do index, maior subsídio dos combustíveis e revisão do teto do subsídio de vida cara.

O desconto de 7,5 cêntimos por litro dos combustíveis na bomba, em vigor até ao final do mês, não é suficiente para fazer face ao aumento de energia. A UCL pede um “aumento da subvenção pública de 7 para 15 cêntimos por litro” de combustível, gasolina e gasóleo “até que a crise energética seja atenuada”. Afinal, os preços nas bombas continuam elevados.

Também o subsídio de vida cara tem de ser revisto. “O valor máximo do rendimento do agregado familiar para beneficiar deste apoio tem de ser aumentado, tem de passar a “ser o dobro” do valor atual, e que a “tabela fiscal  seja finalmente ajustada à inflação”.


Salários podem aumentar ainda este ano
Previsão é do Statec. Governo e parceiros sociais deverão voltar a sentar-se à mesa das negociações.

 Classe média com mais dificuldades

“Pelo menos 25% dos lares luxemburgueses vivem abaixo ou na linha da pobreza, enquanto a classe média encontra cada vez mais dificuldade em sobreviver”, vinca a ULC.

“É como se os consumidores não tivessem já feito sacrifícios suficientes devido aos altos preços de energia e alimentos, agora há que adicionar ainda as taxas de juros crescentes. Para muitos consumidores, é simplesmente uma questão de sobrevivência”, garante este organismo de defesa dos consumidores.

Novo aumento salarial

Segundo as previsões do Instituto Nacional de Estatística (Statec), divulgadas terça-feira, a inflação deverá atingir os 6,6% este ano e os 5,3% em 2023, caso a guerra na Ucrânia perdure. 


Luxemburgo é dos países que "menos fez" para combater aumento dos combustíveis
Já Portugal está entre os países mais solidários com os consumidores no que toca ao aumento dos combustíveis.

O gabinete de estatísticas prevê, assim, que a próxima tranche do ‘index’ ocorra no quarto trimestre do ano. Ou seja, os salários deverão ser aumentados novamente, possivelmente em dezembro. E, tal deve mesmo acontecer pede a UCL adiantando que “o sistema de índex tem de retomar o seu curso normal, para benefício dos consumidores”. 

Esta manhã, Xavier Bettel já comunicou no twitter que juntamente com os parceiros sociais, vão ser encontradas “soluções comuns para aliviar cidadãos e empresas”, face à escalada dos preços. “Governo não vai deixar ninguém fica à chuva”, prometeu.

“O Governo tem de agir, caso contrário, mais e mais famílias correm o risco de cair abaixo da linha da pobreza”, avisa a União dos Consumidores. 

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